O audiovisual a serviço da cidadania

A Opção de Cinema Da Amazônia – OCA elaborou o projeto Agente de Cinema na intenção de preparar jovens com as ferramentas do audiovisual para que os mesmos apontem dentro de sua comunidade as falhas do poder público, das entidades sócio-educativas, através de obras do audiovisual. O projeto visa atender mais de 500 jovens em 10 meses de atuação junto às comunidades com maior incidência de risco social.Joni Bigoo, presidente da ONG acredita que “O Cinema é umas das formas mais atraentes de fazer o jovem produzir, não apenas artisticamente, mas oferecendo um levantamento do bairro onde mora”. Isso será possível porque a exigência é de que o roteiro, criado pelos próprios Agentes de Cinema, focalize a história nessas comunidades,  que servirão de locação para as filmagens. Assim, dentro de pouco tempo eles terão não apenas enriquecido o setor, mas preparado um dossiê fílmico sobre as necessidades de seus grupos sociais.

O projeto intenciona produzir quatro obras por mês, com turmas de 15 jovens pela manhã e mais 15 pela tarde. Os meninos e meninas, de 13 a 17 anos, terão oficinas de Teatro, Dança, Circo e Cinema, com criação e elaboração de roteiro, filmagens e criação de efeitos especiais. Além disso, também serão desenvolvidos na criação de cenários, iluminação e pós-produção.

O presidente e coordenador do projeto diz que a proposta foi protocolada no Batalhão da Polícia Militar do Amapá, pois “O coronel Rezende, comandante da corporação, foi quem propôs que o mesmo fosse apresentado para buscar a possibilidade de somar aos demais ali existentes, como o Cidadão Mirim, o Proerd e os Peixinhos Voadores. No início, se abonado, começaremos com os jovens que já integram estes projetos, que passarão a monitorar os novos Agentes de Cinema nas comunidades”, garante Bigoo.

Mesmos assim, o projeto Agente de Cinema será levado a Secretaria de Inclusão e Mobilização Social – SIMS, para discutir a possibilidade de outra frente de trabalho. “Se isso acontecer, alteraremos os segmentos integrantes com a inclusão de outros, como a música, o grafismo, etc. O importante é oferecer uma gama de oportunidades aos jovens para que os mesmos se tornem cidadãos mais conscientes com seus direitos e deveres, dentro do processo de empreendedorismo juvenil”, enfatiza o presidente.

Etiene Mazze

Da Assessoria da OCA

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