Orla do Perpétuo Socorro vira lixeira pública

Moradores procuraram o MP para tomar providências. Segundo os moradores no local são jogados restos de carne de açougues e entulho de lojas comerciais do centro da cidade

Há mais de 10 anos os moradores do bairro Perpétuo Socorro convivem com uma montanha de lixo na orla do bairro. Com o desconforto causado por essa sujeira diária os moradores se dirigiram ao Ministério Público para tomar alguma providência e auxiliá-los. Após a denúncia o órgão se posicionou e os chamou para uma reunião nesta quinta-feira, 03 que consiste na resolução deste problema a partir da participação dos moradores. De acordo com o comerciante Mota, que possui seu estabelecimento bem ao lado do montante de lixo esta situação agravou pela quantidade de detritos jogados diariamente no local. Entre os protagonistas deste quadro estão os próprios moradores, que têm o costume de jogar o lixo doméstico naquela área e também donos de açougue que jogam no local restos de carne de animal. Estabelecimentos comerciais do centro da cidade também depositam seu lixo ali. “Os donos de açougue todos os dias jogam carniça aí, restos de carne de porco, de gado. E ainda tem as pessoas de lojas do centro que jogam entulho das lojas, os moradores também fazem o mesmo”, informou.

Com o acúmulo do lixo a preocupação com a quantidade de animais peçonhentos no local aumenta. “Tem muito bicho aí, os ratos já tomaram conta dos contêiners, sem contar as cobras”, relatou um morador. A coleta de lixo no bairro apesar de regular não consegue suprir o fluxo de lixo gerado pelos moradores exclusivamente neste local. Segundo o comerciante Mota o lixo passa dias dentro dos contêiners até que seja recolhido,mas assim que é recolhido os contêiners voltam a ser abastecidos por lixo. “O lixo fica dias aí e logo depois que é recolhido não demora muito para encher os contêiners”. Estes contêineres foram colocados pela prefeitura a pedido do Ministério Público para que o lixo que antes era jogado no rio tivesse local apropriado de destino, isto logo quando este problema começou a prejudicar os moradores há cerca de um ano.  O que não resultou muito já que os depósitos de lixo ficam abarrotados e o restante do lixo continua a ser jogado no rio.

Consequências:

A saúde da população é atingida de forma direta quando há exposição e se vive em meio ao lixo. Casos de doenças provenientes de detritos são comuns na capital. Este quadro agrava com a falta de cuidados da população com o próprio lixo e seu acondicionamento. O contato freqüente com o lixo facilita a transmissão de doenças como, dengue, leptospirose, febre tifóide e tétano. Destas, dengue e febre tifóide são hoje as principais preocupações da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (CVS), pois os casos de infectados com estas enfermidades são alarmantes no estado.

Por: Lívia Almeida

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