Governador Camilo Capiberibe busca apoio da bancada federal

Camilo Capiberibe afirmou a necessidade de a bancada aglutinar esforços com o objetivo de resolver os problemas da Companhia de Eletricidade do Amapá

A bancada federal do Amapá e o governador Camilo Capiberibe enviarão ofício à presidente Dilma Roussef solicitando audiência para tratarem de questões fundamentais à infraestrutura e à promoção do desenvolvimento econômico do Estado. O ofício foi assinado nesta quarta-feira, 16, pelo governador estadual e agora estão sendo colhidas as assinaturas dos deputados e senadores.

Na pauta da audiência serão debatidas a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), a pavimentação da BR-156 e a construção de um novo terminal portuário em Santana. O governador Camilo Capiberibe reuniu-se com a bancada federal na Secretaria Extraordinária do Governo do Estado em Brasília (Seab). Participaram da reunião o senador Randolfe Rodrigues (Psol/AP), as deputadas federais Dalva Figueiredo (PT/AP), Fátima Pelaes (PMDB/AP) e Marcivânia Flexa (PT/AP), os deputados federais Davi Alcolumbre (DEM/AP), Evandro Milhomem (PCdoB/AP), Luiz Carlos (PSDB/AP), Sebastião Bala Rocha (PDT/AP) e Vinícius Gurgel (PRTB/AP).

Os secretários de Estado do Governo em Brasília, Janete Capiberibe, da Indústria, Comércio e Mineração, José Reinaldo, da Saúde, Evandro Gama, a coordenadora da Agência de Desenvolvimento do Amapá (Adap), Ivana Antunes, e o presidente da CEA, José Ramalho, também estiveram no encontro, além de assessores dos parlamentares e da Seab. Na terça-feira, 15, o governador Camilo esteve reunido com o presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney, junto com os senadores Randolfe, Antônio Carlos Valadares (PSB/SE) e Rodrigo Rollemberg (PSB/DF).

O governador afirmou a necessidade de a bancada aglutinar esforços com o objetivo de resolver os problemas da Companhia de Eletricidade do Amapá, que está em situação de insolvência financeira, com a caducidade da concessão sugerida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ao Ministério de Minas e Energia, além da iminência de suspender o fornecimento de energia, com risco de apagão, a partir do segundo semestre deste ano, devido a alta na demanda de consumo e a inclusão de novos consumidores pelo programa Luz para Todos.

O governador anunciou à bancada federal que depois de seis anos passou a ser paga em dia a fatura da energia comprada da Eletronorte. Os vencimentos das parcelas são nos dias 5, 15 e 25 de cada mês. Dia 15 foram pagos R$ 3,266 milhões da parcela decenal. Camilo Capiberibe relatou ainda que o governo estadual aportou R$ 22 milhões de contrapartida ao Luz para Todos, permitindo a execução do programa que tornará 1,9 mil famílias novas consumidoras de energia.

Camilo disse ter sentido resistência do Ministério de Minas e Energia para a solução do risco iminente de apagão, que pode ser afastado com a compra de 37 MW de energia nova, além da renovação do contrato de 45 MW de energia fornecida pela Eletronorte e pediu apoio da bancada também para superar esse impasse que, se não for resolvido, pode deixar a população do Estado no escuro. “Já mostramos que queremos sanear a CEA e que estamos tomando medidas duras e até impopulares para isso, mas não podemos resolver em apenas 55 dias de governo os problemas que se acumularam nos últimos 8 anos”, explicou o governador.

O presidente da CEA apresentou aos parlamentares as medidas tomadas logo nos primeiros dias de governo para reduzir o déficit da empresa e evitar a fuga de energia. Entre as medidas estão o corte de 200 cargos comissionados, a cobrança das faturas vencidas dos consumidores e órgãos públicos e até o corte no fornecimento aos consumidores inadimplentes.

A bancada federal do Amapá mostrou-se satisfeita com as medidas tomadas e disposta a juntar sua força política ao governo estadual para dar uma solução definitiva aos impasses encontrados na Companhia de Eletricidade.

 

Um grupo de trabalho foi formado no Ministério de Minas e Energia por sugestão do governador Camilo Capiberibe para traçar um plano de recuperação da CEA e para equalizar a dívida da empresa, cujo valor de R$ 1 bilhão e 400 milhões supera, em várias vezes, o patrimônio. Só para a Eletronorte, a CEA deve cerca de R$ 500 milhões que pode chegar a R$ 900 milhões se forem incluídos os juros e as multas.

Informações à Imprensa

Adryany Magalhães

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