O fim de um embuste

Minha mãe costumava dizer que a justiça anda a cavalo garantindo que um dia será feita! Por isso no caso Capiberibe versus Borges, sempre achei que mais cedo ou mais tarde a verdade prevaleceria.Tudo indica que a hora chegou. Isso seguramente explica o manifesto desespero de Gilvan na entrevista ao “insuspeito” Reginaldo Borges, seu irmão, quando optou pela ofensa a família Capiberibe de quem se especializou usurpar os mandatos.

Logo que saiu um socialista esbaforido e enfurecido me liga para falar dela [entrevista], alarmado com sua virulência e teor de agressividade. Ato contínuo me mandou uma cópia degravada da “entrevista”.

Lida com atenção vê-se tratar-se de algo com a cara de Gilvan, de quem não se pode exigir mais que aquele monte de asneiras.

Tanto que os impropérios contra seus desafetos prevalecem sobre a análise fidedigna da historia política do Amapá, cuja versão caolha e distorcida busca poupar seus “amigos” que nos impuseram, como forma de gestão do Estado, a promiscuidade administrativa  em benefício de meia dúzia de canalhas que insistem em manter práticas espúrias, apropriar-se dos recursos públicos, prejudicando deliberadamente o avanço sócio -econômico do Amapá..

Àqueles que ainda tinham alguma dúvida sobre a qualidade intelectual do entrevistado, a audição foi pródiga e cruenta ao mostrar a fragilidade de Gilvan quando aborda temas que não domina [um dever] perdido em explicar sua melancólica e caricata carreira política.

No lugar dos Capiberibes, pela recorrência da prática, pela falta de crédito e moral para cobrar algo de algum gestor público nesse Estado, essa “entrevista” jamais poderia ser levada a sério, embora os excessos, que resvalassem pela calúnia e acusações infundadas, devessem ser cobradas na justiça.

O resto é um besteirol sem fim! Um amontoado de interpretações descabidas do nosso processo político, ignorando personagens vivas desses momentos e fatos relevantes da formação do arcabouço jurídico institucional do Amapá.

Escondeu por trás do amontoado de invencionices, a única ação correta e verdadeira de seu grupo político quando tentou impedir a candidatura ao Senado de Sarney, por ausência fundada de domicilio eleitoral.

Hoje seu protetor, Jose Sarney manteve o mandato depois que a ação foi postergada em favor de acordo político que o levou aos píncaros da carreira parlamentar, ainda que lhe faltassem méritos, votos e as mínimas condições intelectuais para isso. É o que se fala.

Na tal entrevista uma revelação típica do seu grupo: o plano para inviabilizar o atual governo comandado por Camilo Capiberibe,  via CADIM, impedindo a vinda de recursos federais para o Amapá. Uma sordidez que deve ser denunciada que tem a cara do seu “chefe” que insiste em tornar a CEA seu território privado

Daí que o que parecia uma preocupação sincera de Gilvan, na verdade, não passava do anúncio de uma tramóia. A decantada federalização da Companhia, por tanto, deve ser firmemente combatida, pois coloca como factível [viu Lourival?!] o domínio da empresa pelo PMDB com prejuízos enormes para a economia do Amapá, pois ninguém nesse país tem topete para cobrar responsabilidade do coronel maranhense.

Gilvan, inclusive, poderia acabar Presidente da estatal já que tudo é possível no reino de Sarney. Mandato perdido, esse é, seguramente, o sonho de verão do clã dos Borges.

Isto jogaria por terra a tese que o Ministério de Minas e Energia implantaria uma gestão profissional na CEA decretada sua federalização. Em vários Estados do norte e outras regiões, a medida acabou favorecendo o PMDB. Num país como o Brasil, o nosso Mubarak manda e desmanda, e não há quem tenha coragem de contrariar a vontade do velho oligarca?

A entrevista voltemos a ela, que tanto barulho causou entre os desavisados e amigos do político Gilvan, revela os estertores de um embuste que é a sua presença no Senado. Gilvan é um paciente em estado terminal. O Amapá, ao contrário,vai respirar aliviado.

Rup Silva – Articulista

 

Um comentário em “O fim de um embuste

  • Março 24, 2011 em 11:09 am
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    Excelente artigo, mas eu fiquei curioso pois não costumo escutar ou assistir ao programa do irmão do Gilvan, por acreditar que nada de engrandecedor ou informativo sairá daquele folhetim insípido. Como posso acessar esse discurso esclarecedor da vida pública de nosso altivo agora ex-senador? Ah.. a propósito, minha esposa outro dia estava zapeando pelos canais de tv em casa quando parou pra ouvir um comentário do sr. Reginaldo Borges sobre nepotismo no governo Camilo. Segundo ela, o apresentador “intelectual” esbravejava sem o menor pudor considerando ‘execrável’ a decisão do governador em indicar sua mãe, a deputada federal Janete para um cargo em Brasília. Pergunto: quem são os Borges para falar de nepotismo? Quem? logo eles que foram chacota nacional quando um repórter perguntou ao então senador Gilvan por que ele mantinha parentes como assessores diretos em seu gabinete em Brasília, qual não foi a surpresa do jornalista ao ouvir a esdrúxula resposta de nosso impagável andarilho: “eu indiquei minha esposa porque ela é a mulher que dorme comigo, minha mãe porque foi ela quem me deu a vida, meus irmãos porque eles são de confiança e da família. Nunca deixaria nenhum deles de fora de meu mandato e não considero nepotismo essa prática.” Patético, não?
    Não é de se espantar que eles teriam um final melancólico como esse, mas só lhes resta pedir mais favores ao coronel maranhense que possui a varinha mágica dentro do congresso nacional.
    Esperemos.. quem viver verá, não?

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