Randolfe defende Conselho Nacional de Comunicação em Congresso de Jornalismo


Ética na comunicação foi o tema abordado pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL/AP) no 1˚ Congresso de Jornalismo da Unifap. Randolfe participou de uma mesa redonda na manhã deste sábado, no anfiteatro da Unifap, mediada pelo professor, mestre e vice-coordenador do curso de Jornalismo, Ivan Carlo. “Moral, o dever ser, e ética, a conduta do comportamento, portanto vinculada ao caráter”, definiu o senador na abertura do encontro.

“Somos pegos diariamente nesse dilema, no dever ser e no comportamento do aqui e agora”, prosseguiu o senador. Randolfe fez referência a uma das mais importantes filósofas brasileiras, Marilena Chauí. Segundo ela, quatro aspectos são indispensáveis para o debate ético: ser consciente de si e dos outros, porque ninguém está sozinho no mundo; ser dotado de vontade, sendo a vontade determinada por condições materiais acima de você; ser responsável e ser livre.

Entusiasta das mídias virtuais, Randolfe voltou seu olhar para a comunicação, tema central do encontro, afirmando que o Amapá vive uma “revolução” com a internet.  Segundo ele a importância e a credibilidade assegurada aos blogs e sites configura uma “derrota de alguns valores morais do padrão de comunicação vigente há alguns anos”. O fenômeno permitiu à sociedade se voltar apara outros mecanismos de informação, como a internet, sobretudo através dos sites de relacionamento.

Aproveitando a ocasião, o senador observou que a Unifap, ambiente onde se realizava o Congresso, não disponibiliza a senha da internet (wireless) nem para os professores. “A Universidade é um ente público e o principio da res-pública é o acesso democrático. Os agentes públicos deveriam ser os primeiros a garantir acesso à internet a todos. Não garantir esse acesso não é ético. Sobre a politica o senador defendeu: “O campo da política está fadado a ser a internet. É por isso que estão tentando regular. Não deixem que limitem o uso e o acesso à internet”.

O PSOL moveu ação direta de inconstitucionalidade por omissão, contra o Congresso Nacional, motivada pela não instalação do Conselho Nacional de Comunicação, previsto na legislação pertinente. Para Randolfe o Conselho “é indispensável, necessário e democrático”. Para ele “não existe liberdade enquanto um meio de comunicação que detém monopólio ou oligopólio da comunicação calunia sem ser controlado”.

Participaram da mesa redondaa jornalista Alcinéa Cavalcante, o foto-jornalista Chico Terra, o professor Luciano Magnus, o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Amapá, Volnei Oliveira, a secretária de comunicação do governo do estado, Jacinta Carvalho, a advogada e professora Luciana Melo e a professora do curso de Direito, Mercedes Lima.

Márcia Corrêa
Assessora de Comunicação
Senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP)

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