Da máfia russa aos fundos pensão e tráfico de influência

O corinthias tem sido colocado recentemente como o time com mais apelo de marketing do país. É o que mais arrecada em patrocínio. Mais até que o Flamengo, antes de ronaldinho gaúcho, que possui a maior torcida do país. Parte principal desse êxito comercial é atribuído a contratação do atacante Ronaldo.  Entretanto, é importante irmos além da aparência. Para tanto é decisivo reconstituirmos alguns elementos determinantes desde a parceria com a MSI, seguido da queda para segunda divisão, até chegarmos ao suposto boom atual. O envolvimento politico e empresarial desse time remonta ao ano de 2003, a eleição de Lula da Silva e a expansão dos fundos de Pensão e da reforma da previdência. Um ano antes surge a Hypermarcas, a grande protagonista do patrocínio atual.

O que aconteceu com esse time na era Lula, de 2003 a 2010, parece quase milagre. Da mesma forma que surge o mito Lula, temos também o mito da grande gestão do Corinthias, onde o ex-vice presidente Andrés Sanches, cúmplice da era MSI se converte em presidente na era atual. Logo após sua nova filiação ao Partido do ex – Presidente se transforma em chefe da delegação brasileira na copa do mundo e em seguida, mesmo sem ter estádio, não só consegue recursos de R$ 335 milhões  do BNDES, via a empreiteira Odebrecht, para construir um super estádio que sediará jogos da copa do mundo.

No primeiro momento o time estava endividado, sem jogadores de expressão, sem estádio, sem centro de treinamento, sem perspectiva de títulos. De repente se associa a empresa Media Sport Investments (MSI) de  Kia Joorabchian, que não falava uma palavra em português. Com US$ 52 milhões o Corinthians comprou grandes jogadores da Argentina: Carlos Tevez (Boca Júnior) e Sebastián Domínguez (Newell’s Old Boys), como também os brasileiros que atuavam na Europa: Carlos Alberto (FC Porto), Roger (Benfica Lisboa) e Gustavo Nery (Werder Bremen). Em seguida contratou o ex-treinador Daniel Passarella da seleção nacional Argentina. Dai surge o título de 2005 e as denúncias de favorecimento pela arbitragem.

Segundo o Promotor Público José Reinaldo Guimarães Carneiro “A transferência de estrelas de futebol é ideal para a lavagem de dinheiro”(…) “Com o monopólio de jogadores, a origem dos milhões pode ser facilmente apagada”. O jornalista desportivo Juca Kfouri afirmou que  “Para Russos ricos que querem limpar seus milhões e que estão interessados em futebol, o passo para a América do Sul é pura lógica”. Na mesma linha o ex- vice – presidente Antônio Roque Citadini, líder da oposição interna disse: “como “gangsters”, os novos investidores caem em cima do Corinthians”. Romeu Tuma ex – Conselheiro do Corinthians, ex-parlamentar e ex-chefe da Interpol de São Paulo, colocou o serviço secreto contra a misteriosa companhia. Ele enviou à Promotoria um dossiê com 3000 documentos sobre os supostos investidores. Segundo ele “todos têm contatos com a Máfia”. Por esses depoimentos parece que o Corinthians tinha acabado por se associar a uma agência de troca de dólares sujos da ex- União Soviética vindos da privatização daquele patrimônio estatal.

Tudo começou com uma viagem à Londres do ex – presidente  Alberto Dualibe, quando teve uma reunião organizada por Kia Joorabchian com o bilionário russo Boris Berezowski . Nesse momento o mafioso prometeu, também, construir um estádio novo para esse time. A promessa era transformar  o corinthias numa variante sul – americana dos “Galácticos” do Real Madrid. Segundo a Revista Der Spiegel de 18/04/05, investigadores de um grupo especial para combater o crime organizado rastrearam o dinheiro em Nova ioque, no Caribe, no Reino Unido e no Cáucaso a partir da suspeita de que esse dinheiro vinha da Máfia Russa. O desfecho dessa parceria foi uma gigantesca dívida para o corinthias e a queda para segunda divisão. Estes oligarcas russo estão efetivamente na mobilização de muitos jogadores para os times russos e suas empresas patrocinam também times grandes na europa. Abramowitsch, oligarca da antiga União Soviética é tratado como grande benfeitor do antigo Clube Desportivo do Exército CSKA. Este fato pode ter influenciado a quase vinda do Vagner Love para o corinthias.

Na etapa seguinte Sadia e Perdigão que especulavam no mercado de derivativos, onde tiveram grandes perdas, criaram a Brasil Foods com o apoio do BNDES, na fusão da Sadia, Perdigão e Batavo, e já passou a ser a grande patrocinadora, não só do Corinthias como do Flamengo (R$ 20 milhões). As operações com derivativos cambiais levaram a Sadia a registrar em 2008 o primeiro prejuízo anual de seus 64 anos de história. No ano, as perdas líquidas chegaram a R$ 2,5 bilhões. A empresa  denominada de Brasil Foods, nasceu com uma dívida líquida de R$ 10,4 bilhões. A maior parte herdada da Sadia, que fechou o primeiro trimestre deste ano com uma dívida líquida de 6,8 bilhões de reais, sendo 47,5% desse valor com vencimento no curto prazo (Revista exame de 19/05/2009). Por outro lado, o Banco Panamericano, que estava quebrado devido as suas suspeitas operações, acabou sendo comprado pela estatal Caixa econômica federal e tornou-se mais um patrocinador desse time, pagando R$ 7 milhões anuais, por um espaço de pouca visibilidade na camisa. Segundo a Revista Veja o rombo nesse Banco é o resultado de um acúmulo de irregularidades contábeis desde meados de 2006 (http://veja.abril.com.br/infograficos/fraude-banco-panamericano/).

O BNDES tem aumentado o seu apoio a fusões e à internacionalização de empresas brasileiras. Operações recentes com o apoio do banco criaram gigantes como JBS – Friboi e Brasil Foods, no setor de alimentos, e Fibria, no de celulose (Estadão 20/01/10). A Hypermarcas é chamada de a multinacional caipira. Trata-se de uma estratégia em que empresas nacionais, a partir do dinheiro público, procuram concorrer com as tradicionais empresas monopolistas. A bozzano, produtora de barbeadores, no brasil passa a tentar concorrer com a Gillete. De um lado Ronaldo faz a propaganda da Bozzano e do outro Kaka faz o anúncio da Prestobarba, da Gilette.  Da mesma forma empresas ditas nacionais, que estavam quase que desaparecidas no patrocínio de times, no país, voltam a patrocinar grandes equipes como a Penalty (Vasco), Topper (Atlético – MG e Grêmio) e a Olympikus (Flamengo, por R$ 21 milhões por ano.), enquanto parte de suas fabricas se instalam na China, com suas precárias relações de trabalho, sempre com o o apoio do BNDES.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) se comprometeu em contrato a subscrever até a totalidade da emissão de debêntures no valor de R$ 1,099 bilhão aprovada pelo conselho de administração da Hypermarcas. A operação visava capitalizar a empresa para o pagamento da compra do laboratório Neo Química, em dezembro de 2009, e manter seu apetite de aquisições, como forma de sustentar o avanço da empresa no setor farmacêutico, considerado estratégico pela política industrial do governo (Revista Época 07/10/10). Nesse ano surge um novo acordo de patrocínio com esse grupo, com validade de fevereiro de 2010 a março de 2012, no valor de R$ 38 milhões anuais. A Neo Química Genéricos passou a ocupar o principal espaço do uniforme. Bozzano (mangas), Assim (ombro) e Avanço (axila). Parece que a torneira dos grandes patrocínios do futebol está ligada a torneira dos recursos públicos para essas empresas, que crescem numa velocidade acelerada e não às potencialidades de markenting de Ronaldo.

Essa nova etapa de patrocínios no futebol brasileiro com destaque para a Hypermarcas retoma uma mesma finalidade da era Parmalat: acelerar o processo de fusão e aquisição na afirmação de um grupo monopolista visando liquidar seus oponentes para impor um preço de monopólio. Sua estratégia de aquisições num curto espaço de tempo se assemelha a estratégia da Parmalat no início dos anos 90. Parte das empresas que pertenciam a Parmalat agora faz parte da Brasil Foods e patrocinou o rival.  É bom lembrar que a Parmalat faliu mundialmente.

A Perdigão S.A em maio de 2006, já tinha adquirido  51% das ações da Batavia S.A. Em 2008 comprou os outros 49% que eram de posse da Parmalat, se tornando a única dona da Batávia.  Essa Companhia de capital aberto, é controlada desde 1994 por um pool de fundos de Pensão ligados ao PT e a CUT. Na retaguarda desse novo boom do Corinthias estão as relações de poder vinda do governo Lula da Silva, as empreiteiras, os fundos de Pensão e especialmente o dinheiro público vindo do BNDES. Essa é a mesma combinação de fatores que permitiu o processo de privatização das estatais e a reforma da previdência. O estádio que o mafioso russo prometeu na fase da MSI agora parece que vai sair tendo como base o dinheiro público. Esse é o segredo do atual boom do time do coração do ex – presidente. Parece mágica mas empresas com dificuldades financeiras se tornaram os grande patrocinadores desse time.  O “gordo” só leva a fama de ser um grande vendedor de anúncios. O palmeiras foi laboratório da primeira experiencia de expansão da Parmalat a partir do abundante crédito vindo das baixas taxa de juros da união europeia. Somente com crédito abundante é possível essa avalanche de aquisições num espaço de tempo tão curto feitas pela Parmalat e agora pela Hypermarcas.

José Menezes Gomes (Professor do Departamento de economia e do Mestrado em Desenvolvimento socioeconômico da UFMA  e Doutor pela USP)

Da máfia russa aos fundos pensão e tráfico de influência

O corinthias tem sido colocado recentemente como o time com mais apelo de marketing do país. É o que mais arrecada em patrocínio. Mais até que o Flamengo, antes de ronaldinho gaúcho, que possui a maior torcida do país. Parte principal desse êxito comercial é atribuído a contratação do atacante Ronaldo.  Entretanto, é importante irmos além da aparência. Para tanto é decisivo reconstituirmos alguns elementos determinantes desde a parceria com a MSI, seguido da queda para segunda divisão, até chegarmos ao suposto boom atual. O envolvimento politico e empresarial desse time remonta ao ano de 2003, a eleição de Lula da Silva e a expansão dos fundos de Pensão e da reforma da previdência. Um ano antes surge a Hypermarcas, a grande protagonista do patrocínio atual.

O que aconteceu com esse time na era Lula, de 2003 a 2010, parece quase milagre. Da mesma forma que surge o mito Lula, temos também o mito da grande gestão do Corinthias, onde o ex-vice presidente Andrés Sanches, cúmplice da era MSI se converte em presidente na era atual. Logo após sua nova filiação ao Partido do ex – Presidente se transforma em chefe da delegação brasileira na copa do mundo e em seguida, mesmo sem ter estádio, não só consegue recursos de R$ 335 milhões  do BNDES, via a empreiteira Odebrecht, para construir um super estádio que sediará jogos da copa do mundo.

No primeiro momento o time estava endividado, sem jogadores de expressão, sem estádio, sem centro de treinamento, sem perspectiva de títulos. De repente se associa a empresa Media Sport Investments (MSI) de  Kia Joorabchian, que não falava uma palavra em português. Com US$ 52 milhões o Corinthians comprou grandes jogadores da Argentina: Carlos Tevez (Boca Júnior) e Sebastián Domínguez (Newell’s Old Boys), como também os brasileiros que atuavam na Europa: Carlos Alberto (FC Porto), Roger (Benfica Lisboa) e Gustavo Nery (Werder Bremen). Em seguida contratou o ex-treinador Daniel Passarella da seleção nacional Argentina. Dai surge o título de 2005 e as denúncias de favorecimento pela arbitragem.

Segundo o Promotor Público José Reinaldo Guimarães Carneiro “A transferência de estrelas de futebol é ideal para a lavagem de dinheiro”(…) “Com o monopólio de jogadores, a origem dos milhões pode ser facilmente apagada”. O jornalista desportivo Juca Kfouri afirmou que  “Para Russos ricos que querem limpar seus milhões e que estão interessados em futebol, o passo para a América do Sul é pura lógica”. Na mesma linha o ex- vice – presidente Antônio Roque Citadini, líder da oposição interna disse: “como “gangsters”, os novos investidores caem em cima do Corinthians”. Romeu Tuma ex – Conselheiro do Corinthians, ex-parlamentar e ex-chefe da Interpol de São Paulo, colocou o serviço secreto contra a misteriosa companhia. Ele enviou à Promotoria um dossiê com 3000 documentos sobre os supostos investidores. Segundo ele “todos têm contatos com a Máfia”. Por esses depoimentos parece que o Corinthians tinha acabado por se associar a uma agência de troca de dólares sujos da ex- União Soviética vindos da privatização daquele patrimônio estatal.

Tudo começou com uma viagem à Londres do ex – presidente  Alberto Dualibe, quando teve uma reunião organizada por Kia Joorabchian com o bilionário russo Boris Berezowski . Nesse momento o mafioso prometeu, também, construir um estádio novo para esse time. A promessa era transformar  o corinthias numa variante sul – americana dos “Galácticos” do Real Madrid. Segundo a Revista Der Spiegel de 18/04/05, investigadores de um grupo especial para combater o crime organizado rastrearam o dinheiro em Nova ioque, no Caribe, no Reino Unido e no Cáucaso a partir da suspeita de que esse dinheiro vinha da Máfia Russa. O desfecho dessa parceria foi uma gigantesca dívida para o corinthias e a queda para segunda divisão. Estes oligarcas russo estão efetivamente na mobilização de muitos jogadores para os times russos e suas empresas patrocinam também times grandes na europa. Abramowitsch, oligarca da antiga União Soviética é tratado como grande benfeitor do antigo Clube Desportivo do Exército CSKA. Este fato pode ter influenciado a quase vinda do Vagner Love para o corinthias.

Na etapa seguinte Sadia e Perdigão que especulavam no mercado de derivativos, onde tiveram grandes perdas, criaram a Brasil Foods com o apoio do BNDES, na fusão da Sadia, Perdigão e Batavo, e já passou a ser a grande patrocinadora, não só do Corinthias como do Flamengo (R$ 20 milhões). As operações com derivativos cambiais levaram a Sadia a registrar em 2008 o primeiro prejuízo anual de seus 64 anos de história. No ano, as perdas líquidas chegaram a R$ 2,5 bilhões. A empresa  denominada de Brasil Foods, nasceu com uma dívida líquida de R$ 10,4 bilhões. A maior parte herdada da Sadia, que fechou o primeiro trimestre deste ano com uma dívida líquida de 6,8 bilhões de reais, sendo 47,5% desse valor com vencimento no curto prazo (Revista exame de 19/05/2009). Por outro lado, o Banco Panamericano, que estava quebrado devido as suas suspeitas operações, acabou sendo comprado pela estatal Caixa econômica federal e tornou-se mais um patrocinador desse time, pagando R$ 7 milhões anuais, por um espaço de pouca visibilidade na camisa. Segundo a Revista Veja o rombo nesse Banco é o resultado de um acúmulo de irregularidades contábeis desde meados de 2006 (http://veja.abril.com.br/infograficos/fraude-banco-panamericano/).

O BNDES tem aumentado o seu apoio a fusões e à internacionalização de empresas brasileiras. Operações recentes com o apoio do banco criaram gigantes como JBS – Friboi e Brasil Foods, no setor de alimentos, e Fibria, no de celulose (Estadão 20/01/10). A Hypermarcas é chamada de a multinacional caipira. Trata-se de uma estratégia em que empresas nacionais, a partir do dinheiro público, procuram concorrer com as tradicionais empresas monopolistas. A bozzano, produtora de barbeadores, no brasil passa a tentar concorrer com a Gillete. De um lado Ronaldo faz a propaganda da Bozzano e do outro Kaka faz o anúncio da Prestobarba, da Gilette.  Da mesma forma empresas ditas nacionais, que estavam quase que desaparecidas no patrocínio de times, no país, voltam a patrocinar grandes equipes como a Penalty (Vasco), Topper (Atlético – MG e Grêmio) e a Olympikus (Flamengo, por R$ 21 milhões por ano.), enquanto parte de suas fabricas se instalam na China, com suas precárias relações de trabalho, sempre com o o apoio do BNDES.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) se comprometeu em contrato a subscrever até a totalidade da emissão de debêntures no valor de R$ 1,099 bilhão aprovada pelo conselho de administração da Hypermarcas. A operação visava capitalizar a empresa para o pagamento da compra do laboratório Neo Química, em dezembro de 2009, e manter seu apetite de aquisições, como forma de sustentar o avanço da empresa no setor farmacêutico, considerado estratégico pela política industrial do governo (Revista Época 07/10/10). Nesse ano surge um novo acordo de patrocínio com esse grupo, com validade de fevereiro de 2010 a março de 2012, no valor de R$ 38 milhões anuais. A Neo Química Genéricos passou a ocupar o principal espaço do uniforme. Bozzano (mangas), Assim (ombro) e Avanço (axila). Parece que a torneira dos grandes patrocínios do futebol está ligada a torneira dos recursos públicos para essas empresas, que crescem numa velocidade acelerada e não às potencialidades de markenting de Ronaldo.

Essa nova etapa de patrocínios no futebol brasileiro com destaque para a Hypermarcas retoma uma mesma finalidade da era Parmalat: acelerar o processo de fusão e aquisição na afirmação de um grupo monopolista visando liquidar seus oponentes para impor um preço de monopólio. Sua estratégia de aquisições num curto espaço de tempo se assemelha a estratégia da Parmalat no início dos anos 90. Parte das empresas que pertenciam a Parmalat agora faz parte da Brasil Foods e patrocinou o rival.  É bom lembrar que a Parmalat faliu mundialmente.

A Perdigão S.A em maio de 2006, já tinha adquirido  51% das ações da Batavia S.A. Em 2008 comprou os outros 49% que eram de posse da Parmalat, se tornando a única dona da Batávia.  Essa Companhia de capital aberto, é controlada desde 1994 por um pool de fundos de Pensão ligados ao PT e a CUT. Na retaguarda desse novo boom do Corinthias estão as relações de poder vinda do governo Lula da Silva, as empreiteiras, os fundos de Pensão e especialmente o dinheiro público vindo do BNDES. Essa é a mesma combinação de fatores que permitiu o processo de privatização das estatais e a reforma da previdência. O estádio que o mafioso russo prometeu na fase da MSI agora parece que vai sair tendo como base o dinheiro público. Esse é o segredo do atual boom do time do coração do ex – presidente. Parece mágica mas empresas com dificuldades financeiras se tornaram os grande patrocinadores desse time.  O “gordo” só leva a fama de ser um grande vendedor de anúncios. O palmeiras foi laboratório da primeira experiencia de expansão da Parmalat a partir do abundante crédito vindo das baixas taxa de juros da união europeia. Somente com crédito abundante é possível essa avalanche de aquisições num espaço de tempo tão curto feitas pela Parmalat e agora pela Hypermarcas.

José Menezes Gomes (Professor do Departamento de economia e do Mestrado em Desenvolvimento socioeconômico da UFMA  e Doutor pela USP)

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