Antônio Corrêa Neto: Vão Julgar Roberto Góes, até que enfim…

Finalmente, depois de quase três anos da, provavelmente, eleição mais corrompida da história do Amapá, com a compra de votos sendo feita escandalosamente à luz do dia, e à vista criminosa de quem deveria combatê-la, vai acontecer alguma coisa referente à eleição de 2008.

Roberto Góes nunca conquistou, nas urnas, o mandato de prefeito de Macapá. Ganhou de presente de um grupo viciado na conquista do poder a qualquer preço, para uso dele da pior maneira possível. Foi essa quadrilha que afundou o Amapá na miséria durante os últimos oito anos, sob o manto de uma harmonia bandida, que permitia e estimulava a roubalheira generalizada, tirando merenda das bocas das crianças famintas, remédios dos mais necessitados, empregos de quem precisava trabalhar. Roubaram mais de um bilhão e quatrocentos milhões de reais. E hoje ficam querendo saber de onde veio o aumento da marginalidade no Estado. Boa parte veio daí.

Havia uma ordem a ser cumprida: “a oposição não pode ganhar a eleição, muito menos um Capiberibe”. E os sabujos cumpriram rigorosamente as ordens do treinador. As coisas foram tão escancaradas, que não tinha como não acontecer o que aconteceu depois. Um resto de decência se fez sentir e Roberto Góes foi cassado uma, duas, três, quatro, cinco, seis vezes, também por seis vezes foi absolvido pelo resto de alguma outra coisa, no TRE. Agora parece que vai acontecer algo de bom. A Justiça vai julgar um recurso contra uma das absolvições de Roberto Góes. Era só isso que se queria: que fossem julgados os recursos. Só isso.

“A ministra Carmem Lucia Antunes Rocha, do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, deu provimento ao Agravo de Instrumento interposto pela Coligação Frente Popular Pela Mudança (PSB/PSOL), o qual tinha como finalidade forçar a apreciação pelo TSE do Recurso Especial que pede a cassação do mandato do Prefeito Roberto Goes pela pratica de ilícito eleitoral consubstanciado na utilização ilegal do programa social Renda Pra Viver Melhor nas eleições municipais de 2008.

Na época, o atual prefeito foi denunciado a Justiça Eleitoral em razão de estar utilizando ilicitamente o programa social renda pra viver melhor, juntamente com a primeira dama Marília Goes, com o fim de angariar ilegalmente votos em seu beneficio. Roberto Goes teve seu diploma e mandato cassado em 1ª instancia na Justiça Eleitoral. Em grau de recurso no TRE/AP, conseguiu reverter a situação com base em uma questão técnica. Porém, no julgamento, ficou demonstrado que o então candidato usou ilicitamente o programa social em seu favor, o que é vedado pela lei eleitoral”. (Corrêa)

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