Amazônia, Brasil, Saúde

DEMOCRATIZAÇÃO DA ENFERMAGEM é o tema da Semana da Enfermagem do COREN/AP

A Semana de Enfermagem deste ano acontecerá no Teatro das Bacabeiras, no período de 14 a 18 de maio e terá como tema Democratização da Enfermagem. O evento tem como público alvo os profissionais da área da saúde, bem como os estudantes do curso de enfermagem.

A programação será iniciada (14) com um coquetel de abertura que ocorrerá no Lions Clube e contará com a presença de autoridades, representantes da saúde e o público em geral. Nos demais dias, serão administradas palestras que abordarão temas atuais e dinâmicos como Novas Técnicas de Curativo, Atendimento ao Indígena, Politização da Enfermagem, Humanização na Assistência de Enfermagem, Panoramas das Instituições de Saúde, entre outros. Também está programada uma grande ação social que oferecerá as famílias serviços como verificação de pressão arterial, vacinas, teste de glicemia e consultas. Para o encerramento será feita uma caminhada pelas ruas e avenidas de Macapá.·.

As inscrições iniciaram dia 23/04 (Segunda-feira) e irão até 04/05 (Sexta-feira). Só poderão ser feitas pelo site do Conselho http://www.coren-ap.com.br. Para se inscrever o participante deverá entrar no site preencher o formulário de inscrição, imprimi-lo e traze-lo ao Conselho junto com 1 kg de alimento não perecível.

Mais informações: Márcia Andréia 81161416

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

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