Líder pró-democracia toma posse no Parlamento de Mianmar

Suu Kyi e outros 42 opositores desistem de boicote e assumem cargos, nos quais devem ter poder limitado

 

Foto: AP

A vencedora do Nobel da Paz Aung San Suu Kyi completou nesta quarta-feira sua jornada histórica de prisioneira política a integrante do Parlamento, tomando posse e pondo fim a um boicote motivado por um termo presente no juramento.

Suu Kyi e outros 42 membros da Liga Nacional para a Democracia (LND), partido opositor que durante anos permaneceu na ilegalidade, foram eleitos na votação de 1º de abril, mas tinham se negado na semana passada a tomar posse até que o juramento fosse alterado, com a troca do termo “salvaguardar” por “respeitar” a Constituição.

Apesar de não ter conseguido a alteração, a LND mudou de postura depois de os líderes dos partidos com representação no Legislativo terem apoiado a proposta em carta dirigida ao presidente da Câmara, Shwe Man.

A dificuldade para conseguir uma pequena mudança como essa mostra os imensos desafios da oposição. A Carta Magna reserva para os chefes e oficiais das Forças Armadas uma cota de 110 das 440 cadeiras que compõem o Parlamento, além de 56 das 224 que constituem o Senado.

 

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