Mariano lamenta morte de Tinoco: ele é uma bandeira do sertanejo

Foto: Google Imagens

Mariano, que fazia parte da dupla João Mineiro e Marciano, prestou sua homenagem no velório do cantor Tinoco, que morreu na manhã desta sexta-feira (4) aos 91 anos de idade. “Eu e Tinoco sempre fomos grandes amigos. Ele sem dúvida é uma bandeira da música sertaneja, uma marca muito forte que eu tive a honra de conhecer”, disse. José Peres, 91 anos, estava internado no Hospital Municipal Ignácio de Proença de Gouvêa, na Mooca, e morreu de insuficiência respiratória.

O cantor contou que estava indo fazer um show quando soube da morte do colega através do rádio. “O Tonico e Tinoco foram os verdadeiros artistas porque começaram trabalhando no circo e também na música”, opinou.

Mariano também comentou que havia perdido o colega João Mineiro no mês passado (em 24 de março) e que, recentemente, diversos artistas célebres faleceram. “O céu está em festa. Só nesses últimos meses foram Wando, Chico Anysio, Mineiro. Espero que o sertanejo de hoje cosiga deixar grandes clássicos como Tinoco deixou”, disse.

Carreira

Tinoco formou uma das duplas sertanejas mais famosas e respeitadas do País ao lado do irmão mais novo João Salvador Peres, o Tonico, ainda nos anos 30.

Com a paixão pela música herdada dos avós maternos, Olegário e Izabel, Tonico e Tinoco começaram a carreira em 1930, quando moravam em Botucatu, no interior de São Paulo. A primeira apresentação profissional aconteceu cinco anos mais tarde, junto com um primo, em show em uma quermesse local.

Em 1941 a família se mudou para a capital paulista e, devido às dificuldades financeiras, começaram a fazer apresentações aos finais de semana, ao lado de Raul Torres Florêncio, como o trio Os Três Batutas do Sertão.

Increveram-se em um programa de calouros na Rádio Emissora de Piratininga, chegando à final do concurso, quando foram aplaudidos de pé pelo público. Outros violeiros da competição também se emocionaram e cumprimentaram a dupla que já dava sinais de sucesso.

A partir daí começaram a colher os frutos e, no início da década de 50, já eram considerados um dos maiores nomes da música sertaneja no País. Nos anos 60, realizaram quase mil gravações, dividas em 83 álbuns. A dupla teve fim com a morte de Tonico, em 1994.

Jornal do Brasil

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