Presidente socialista terá desafio de fazer França crescer em meio a crise

Hollande herda país com baixo crescimento econômico, desemprego de 10% e dívida pública que corresponde a 85% do PIB

BBC Brasil

Novo presidente da França, François Hollande /Foto: AP

Isso porque Hollande herda um país com baixo crescimento econômico e onde a dívida pública, atualmente de 85% do PIB, e o desemprego, de cerca de 10%, explodiram nos últimos anos em razão da crise financeira mundial e, posteriormente, na zona do euro.

Ciente dos inúmeros desafios que o aguardam no campo econômico e social, Hollande chegou adeclarar há alguns dias que seu antecessor, Nicolas Sarkozy, “infelizmente não levaria embora com ele as dívidas do país nem o desemprego”.

Passada a euforia da vitória, o “estado de graça” – como os franceses chamam o período de calmaria social e política que ocorre após as eleições – deve ser de curta duração para o novo presidente da França, o socialista François Hollande, afirmam especialistas ouvidos pela BBC Brasil.

A dívida francesa atingiu o recorde de 1,7 trilhão de euros. Segundo números anunciados por Sarkozy, a França precisa obter financiamentos de 180 bilhões de euros anuais para cobrir suas despesas – entre elas, cerca de 42 bilhões de euros por ano em juros da dívida.

O fraco crescimento econômico da França neste ano, estimado em 0,5% pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e também por Hollande, e o aumento previsto do desemprego poderão limitar a margem de manobra do novo presidente e comprometer a aplicação de seu programa de governo, dizem especialistas.

“A prioridade é o equilíbrio das contas públicas. Mas com crescimento econômico baixo será difícil obter isso. Além disso, o crescimento fraco não permitirá conter o aumento do desemprego”, disse à BBC Brasil o economista Éric Heyer, diretor do Observatório Francês de Conjuntura Econômica (OFCE).

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