Putin cancela presença em cúpula do G8 nos EUA e envia Medvedev

Segundo a Casa Branca, Obama compreendeu a ausência de líder russo e ambos planejam reunião bilateral em reunião do G20 no México

iG São Paulo

Foto: AP

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, não comparecerá à cúpula do G8 que será realizada nos dias 18 e 19 de maio nos arredores de Washington e enviará em seu lugar o primeiro-ministro do país, Dmitri Medvedev, anunciou a Casa Branca em comunicado emitido nesta quarta-feira.

Putin, que tomou posse como presidentena segunda-feira passada, falou na quarta-feira ao telefone com o presidente dos Estados Unidos e anfitrião da cúpula, Barack Obama, e lhe comunicou que não poderá comparecer à reunião por “suas responsabilidades para finalizar as nomeações no novo governo russo”.

De acordo com a Casa Branca, Obama disse compreender a decisão de Putin e ambos planejaram uma reunião bilateral durante a cúpula do G20 que ocorrerá em junho em Los Cabos, no México.

Durante a conversa, ambos destacaram os “importantes avanços” alcançados nos últimos três anos em temas como segurança nuclear, guerra do Afeganistão e o aumento dos laços comerciais bilaterais.

A cúpula do G8 – grupo que inclui Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Canadá, Japão e Rússia – será realizada em Camp David, residência de descanso presidencial em Maryland, nos arredores de Washington.

Inicialmente, a Casa Branca havia previsto que a reunião anual fosse realizada em Chicago nos dias 19 e 20 de maio para coincidir com a cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) que a cidade acolherá entre 20 e 21 de maio. Mas a Casa Branca modificou a cúpula do G8 para 18 e 19 de maio em Camp David justamente para poder manter conversas “mais informais” com líderes como Putin.

Um dos pontos de maior atrtito nas relações entre Rússia e EUA é o polêmico sistema de defesa antimísseis na Europa. A Rússia se opõe aos planos americanos de desenvolver um escudo de defesa antimísseis na Europa – anunciado originalmente pelo governo de George W. Bush e modificado pelo de Obama – por considerar que representa uma ameaça a Moscou.


Na semana passada, a Rússia disse estar preparada para usar “força destrutiva preventivamente” se os EUA forem adiante com o controverso plano de um sistema de defesa antimísseis na Europa.

O chefe do Estado-Maior Conjunto russo, o general Nikolai Makarov, disse que se o escudo antimíssil na Europa for construído, a Rússia responderia colocando ogivas mais potentes em seus próprios mísseis balísticos. “A decisão de usar força destrutiva preventivamente será tomada se a situação piorar”, disse Makarov.

*Com EFE

 

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