Amazônia, Brasil, Saúde

Amapá sedia o II Encontro Internacional das Parteiras Tradicionais

Com a finalidade de retomar o projeto das “Parteiras Tradicionais do Amapá”, o governo do Estado promove nesta sexta-feira, 25 de maio, a partir das 8h, no CetalEcotel, a solenidade de abertura do II Encontro Internacional das Parteiras Tradicionais com o tema: “Memórias, identidade e inclusão social”.

O evento pretende reunir parteiras do Brasil e de toda a América Latina, pesquisadores, representantes de governos e de organizações da sociedade civil. Uma vasta programação foi organizada pelas secretarias Estado da Inclusão e Mobilização Social (SIMS), da Saúde (Sesa), pelo Instituto de Pesquisas Cientificas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa) e pela Escola de Administração Pública (EAP).

Convidados
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a secretária estadual de Politicas para Mulheres do Acre, Concita Maia, e o governador do Amapá, Camilo Capiberibe, já confirmaram presença no evento. Além de parteiras do Pará, do Maranhão, de Pernambuco e do Distrito Federal, também é aguardada a vinda da secretária executiva colegiada da ONG Curumin, Paula Viana, da embaixadora da Colômbia no Brasil, Maria Elvira Pombo, e da conselheira cultural Cecília Rincón.

Confira a programação

Dia 25 de maio
Local: Hotel Ceta Ecotel
7h30 – Credenciamento
8h – Mesa de Abertura
9h – Palestra Magna: Valorizando o Saber e a Prática das Parteiras Tradicionais – Governador do Estado do Amapá, Camilo Capiberibe
9h30 – Apresentação do vídeo “Somos Parteiras”, do diretor Gavin Andrews
10h – Declamação de Poesias, Grupo Abeporá das Palavras
10h30 – Lançamento da Campanha “Valorização das Parteiras Tradicionais: uma campanha de resgate da história de comunidades tradicionais e de acesso à saúde da mulher e da criança” – Grupo Curumim e Fundo Brasil de Direitos Humanos
11h – Apresentação de Marabaixo
12h às 14h – Intervalo
14h – Revitalização: Ota Batisteli
14h30 – Painel: Patrimônio Cultural, Memória e Identidade
Painelista: Júlia Morim de Melo – Iphan/PA
Painelista: Mara Régia de Perna – Rádio Nacional
Mediador: Augusto Oliveira – Iepa/Governo do Estado do Amapá
15h30 – Relato de Experiências: Nas Palavras das Parteiras
Parteira: Maria Luiza Dias – Amapá
Parteira: Suzane Saout – Guiana Francesa
Parteira: Maria Zenaide de Souza Carvalho – Acre
Parteira: Fernanda da Silva – Pernambuco
16h30 – Grupos de Trabalhos: Construindo a Carta do Amapá – EAP/GEA
18h – Marcha das Parteiras e Cerimônia do Fogo

Dia 26 de maio
Local: Hotel Ceta Ecotel
8h – Revitalização: Ota Batisteli
8h30 – Apresentação do vídeo “Cuidando de quem recebe a vida”, registro da Capacitação das Parteiras Tradicionais do Amapá – Bia Fioretti
9h – Demonstração do trabalho com ervas, infusão e unguentos – Parteiras do Amapá e Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do estado do Amapá/Iepa
10h – Solenidade de entrega de Kits Parteiras pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e entrega do Plano de Ação da Rede Cegonha do Estado do Amapá, pelo governador Camilo Capiberibe

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

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