Brasil, Notícias, Saúde

Vacinação contra a gripe ganha mais uma semana

O Ministério da Saúde prorrogou a 14ª Campanha de Vacinação contra Gripe, que terminaria nesta sexta-feira (25) até 1º de junho. De acordo com Programa Estadual de Imunização, até a manhã desta quinta-feira (24) mais de 1 milhão de pessoas já tinham tomado a vacina, o que representa 65% do público-alvo, formado por idosos (com 60 anos ou mais), gestantes, crianças (de seis meses a menos de 2 anos), indígenas e trabalhadores de unidades de saúde que fazem atendimento a casos de influenza.

A vacina está disponível em todas as unidades de saúde do Estado das 8h às 17h. “É fundamental que a população procure as unidades de saúde para receber a vacina o quanto antes”, destacou o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto. A vacina, que leva cerca de 15 dias para fazer efeito, protege contra os três vírus mais circulantes no país: influenza A (H3N2) – sazonal, influenza A (H1N1) e influenza tipo B.

Dos 399 municípios, apenas 85 já atingiram a meta de vacinação de 80% do público-alvo, estipulada pelo Ministério da Saúde. Goioxim, Nova Aliança do Ivaí e Pitangueiras vacinaram 100%. “Estamos intensificando a campanha nas regionais de saúde para que os municípios vacinem todos os grupos prioritários”, afirmou o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz.

viaVacinação contra a gripe ganha mais uma semana – Paraná.

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

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