Brasil, Cultura, Música

Show MTV Ao Vivo será último tributo que Bonfá e Villa-Lobos farão juntos

Ator Wagner Moura vai participar da homenagem

Camila Botto
camila.botto@redebahia.com.br

Apesar de Renato Russo (1960-1996), líder do grupo Legião Urbana, ter morrido há 16 anos, ninguém esqueceu de suas canções. E os fãs da banda têm mais um motivo para celebrar: nesta terça e quarta-feira, Wagner Moura sobe ao palco, junto com Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, para a gravação do MTV Ao Vivo – Tributo a Renato Russo.

No show no Espaço das Américas, em São Paulo, que será transmitido ao vivo pelo canal, às 22h, e posteriormente vai virar disco e DVD, o ator baiano interpretará os maiores sucessos da Legião, banda que o guitarrista Dado e o baterista Bonfá dividiram com Renato durante 14 anos.

Declarado fã incondicional da Legião, o ator, que também é vocalista do grupo Sua Mãe, está na expectativa para a apresentação. “Eu me sinto exatamente como um fã que foi pinçado no meio da plateia e convidado a estar ali no palco junto com meus grandes ídolos”, afirma Wagner. “A Legião Urbana é a maior banda brasileira de todos os tempos, uma banda que mudou minha vida, e eu me sinto muito privilegiado de ter sido convidado para fazer isso”, completa.
Dado e Bonfá fazem questão de ressaltar que o trio acabou em 1996 e que ninguém vai substituir Renato Russo. Os músicos garantem também que não há chance de o grupo voltar e que não tem intenção de levar esse show para outras cidades do país. Wagner endossa o coro, dizendo que não vai imitar Renato Russo e sim prestar uma homenagem ao cantor e compositor.

O show contará, ainda, com a participação especial de Andy Gill, guitarrista da banda Gang of Four. Ele desembarca no Brasil exclusivamente para participar do tributo. De acordo com Felipe Hirsch, responsável por roteiro e direção de arte do projeto, a ideia de convidar o guitarrista partiu do desejo de juntar no mesmo palco fãs e ídolos.

Trajetória
A apresentação será a última de Dado e Bonfá juntos tocando Legião. “São 30 anos de banda, 30 anos desde que Bonfá e Renato  ensaiaram pela primeira vez numa superquadra de Brasília. Esse show representa uma virada de página. Queremos trazer essa lembrança, esse respeito ao repertório, ao nosso público, para encerrar um ciclo”, garante Dado Villa-Lobos. O repertório terá músicas como Teorema, Tempo Perdido, Daniel na Cova dos Leões, Sereníssima, Eu Sei e Há Tempos.

A Legião Urbana nasceu em Brasília, em 1982 e entrou para história desde o lançamento do primeiro álbum homônimo, de 1985. Com oito discos de estúdio e mais de 20 milhões de cópias vendidas, o grupo continua renovando seus fãs. “O rock de Brasília é, sem dúvida nenhuma, um dos maiores acontecimentos da cultura brasileira dos anos 80, e Renato Russo é a expressão maior desse movimento. Assim como o mundo não seria o que é se não fosse Shakespeare, minha geração não seria o que é hoje se não fosse a Legião Urbana”, exalta Wagner Moura.

viaCORREIO | O QUE A BAHIA QUER SABER: Show MTV Ao Vivo será último tributo que Bonfá e Villa-Lobos farão juntos.

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

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