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Banda larga no Amapá cairá de R$ 429 para R$ 39,90 com chegada da fibra óptica

Parceira do governo do estado do Amapá com a Oi permitirá que a companhia leve os serviços de banda larga ao custo do PNBL por fibra óptica a oito municípios do estado, que hoje é atendido pela empresa apenas por conexão satelital. Os municípios que serão atendidos são: Macapá, Santana, Porto Grande, Ferreira Gomes, Tartarugalzinho, Amapá, Calçoene e Oiapoque. Atualmente a Oi atua com banda larga apenas na capital Macapá e o preço do Velox de 300 kbps custa R$ 219 e o de 600 kbps R$ 429. Com a chegada da fibra, a empresa comercializará o Velox de 1 Mbps por R$ 35. Caso o estado faça a adesão ao convênio do Confaz que isenta o PNBL do ICMS, o preço cai para R$ 29,90.

O estado do Amapá receberá o link de fibra com a construção de um backbone de Calçoene até Oiapoque. De lá, a Oi fez um acordo com a operadora francesa Guayacom que completará a construção do backbone até Cayenne na Guiana Francesa. De Cayenne, a rede se conecta ao cabo submarino Americas 2, controlado por um consórcio do qual a Embratel faz parte. A extensão da rede do lado brasileiro (trecho que será realizado pela Oi) é de 230 Km; no lado francês são mais 180 km. A partir de Calçoene, a Oi trocará tráfego com a rede da Eletrobras que levará o sinal da operadora até Macapá.

É grande a contribuição do Estado do Amapá no projeto. Do orçamento de R$ 32 milhões, o Estado, através de renúncia do ICMS, contribuirá com R$ 16 milhões. A secretária estadual da Fazenda, Jusinete Alencar, explica que a o Estado renunciará ao ICMS dos serviços prestados pela Oi até o limite de R$ 16 milhões. O Amapá, assim como outros 7 estados, aderiu ao convênio 85/2011 que trata de desoneração tributária para a construção de infraestrutura.

O diretor de política regulatória da Oi, Carlos Alberto Cidade, diz que a expectativa para a finalização das obras é de seis meses, a partir da obtenção de todas as licenças necessárias. A operadora já tem a licença do DNIT para a implantação das torres (a rede será aérea) ao longo da BR 156 e aguarda a liberação da Funai e do Ibama. Segundo ele, essas autorizações devem sair em algumas semanas. Cidade explica que a licença da Funai é a mais complicada porque envolve negociação com o conselho de caciques das tribos da região. Segundo ele, normalmente os índios solicitam um ponto de conexão à internet para a aldeia e acesso telefônico. Hoje a Oi tem 1,8 mil clientes do Velox na cidade e a expectativa do executivo é que haja um grande aumento de interessados com a chegada do PNBL.

A operadora espera instalar 12 mil portas de seu serviço de Internet fixa (Oi Velox) nos primeiros doze meses de operação e, em um segundo momento, levar sua rede para mais seis dos 16 municípios do Amapá, atendendo 570 mil pessoas, ou 85% da população urbana (81% da população total do estado).

O acordo da Oi com o governo do estado antecipa em pelo menos dois anos a chegada da fibra óptica no estado. Isso porque o linhão Tucuruí-Manaus-Macapá está previsto para ser concluído apenas em 2014.

Telebrás

O anúncio foi feito em cerimônia no Museu Sacaca em que estavam presentes o governador do Estado, Camilo Capiberibe, o ministro Paulo Bernardo, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL/AP) e autoridades locais.
A Telebrás também pretende levar o seu backbone até Macapá e para isso já assinou contratos para a realização de obras civis em Calçoene e Macapá onde serão instalados os conteiners com os equipamentos para iluminar fibras do cabo OPGW da Eletrobras. A previsão é que a rede da Telebrás chega a Macapá em 2013.

Enquanto a fibra estatal não chega a Macapá, a Você Telecom, entretanto, já está usufruindo do backbone da Telebras por meio de uma rede própria que liga Macapá a Barcarena no Pará. O provedor construiu uma infraestrutura que vence 400 km de floresta em 8 enlaces e consegue levar o sinal da Telebrás que vem de Belém até Macapá. Antes da chegada da Telebrás em Belém, a Amigo Telecom comprava um link em São Paulo que era transportado até Belém pela rede da Eletrobras.

Em seu discurso na cerimônia, o presidente da Telebrás Caio Bonilha lembrou que essas obras da empresa estão sendo possíveis porque o Ministério das Comunicações destinou R$ 66 milhões para serem aplicados especialmente na região Norte. “Estamos empenhados no projeto de cabos submarinos que junto com o Satélite Geoestacionário Brasileiro vai levar banda larga com qualidade e baixo preço a toda região Norte”, disse ele.

Helton Posseti

Via TELETIME News – Banda larga no Amapá cairá de R$ 429 para R$ 39,90 com chegada da fibra óptica.

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

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