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ONG apela a Mick Jagger para frear projeto de gás na Amazônia peruana

Londres, 31 mai (EFE).- A organização defensora dos direitos dos indígenas Survival pediu nesta quinta-feira ao cantor britânico Mick Jagger que intervenha para frear a expansão rumo à Amazônia peruana do projeto de gás Camisea, por considerar que ameaça várias tribos isoladas.

Em carta divulgada em Londres, a Survival solicitou ao vocalista dos Rolling Stones, nomeado no ano passado embaixador ambiental do Peru, que dialogue com o governo do país andino para que ‘reconsidere’ seus planos de buscar gás natural nessa região da floresta.

Uma quinzena de tribos ‘corre um perigo iminente. Por favor, peça ao governo peruano que deixe de pôr em perigo suas vidas’, escreveu a organização na carta dirigida a Jagger.

‘O Peru deveria parar um momento e lembrar o motivo pelo qual essas áeas estão protegidas. Mick Jagger deveria utilizar seu título honorário para pedir algumas respostas’, afirmou o diretor da Survival International, Stephen Corry.

Segundo dados do Ministério de Energia e Minas peruano, a área da concessão da Camisea ascende a 142 mil hectares, das quais atualmente trabalha em 80 hectares, e por isso o governo peruano afirma que seu impacto na natureza é ‘mínimo’. EFE

viaONG apela a Mick Jagger para frear projeto de gás na Amazônia peruana – Internacional – Notícia – VEJA.com.

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

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