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Amazônia requer soluções geradas na região

A afirmação foi feita pelo diretor do Inpa, que é também integrante da ABC, disse que a Amazônia é uma região “extremamente complexa”

Da Redação noticias@band.com.br

Foto: Wikipédia

O diretor do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), Adalberto Val, disse que não existe um modelo único para o desenvolvimento sustentável da região. Ele participa nesta quarta-feira da sessão Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia: Uma Perspectiva Brasileira, que será promovida pela ABC (Academia Brasileira de Ciências) no fórum sobre desenvolvimento sustentável que ocorre até o próximo dia 15 na PUC/RJ (Pontifícia Universidade Católica do Rio). O evento é preparatório à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que começa hoje e vai até o dia 22.

O diretor do Inpa, que é também integrante da ABC, disse que a Amazônia é uma região “extremamente complexa”, com várias vertentes que se distribuem por toda a área e demandam abordagens distintas. Por isso, ele explicou ser difícil apontar uma única solução para a integração da região ao desenvolvimento  nacional.

Val defendeu a necessidade de soluções variadas, adequadas a cada uma das questões que se apresentam. Ele citou um ponto que considera fundamental nesse contexto – “não há como falar em sustentabilidade, em  desenvolvimento sustentável, em conservação ambiental, em economia verde,  sem  ciência e tecnologia”.

O diretor observou, entretanto, que no caso da Amazônia, a ciência e  a tecnologia não podem ser importadas. Isso significa que elas precisam ser desenvolvidas “na região e para a região”. Para ele, esse é o principal gargalo para o desenvolvimento regional.

“Se a gente quiser diminuir os conflitos na região e aumentar o processo de inclusão social e de geração de renda,  precisa, na realidade, da utilização, cada vez maior, de produtos sustentáveis a partir do coração da floresta. São novos produtos, novos processos, gerados a partir do conhecimento que se tem da floresta”, reiterou.

Educação e ciência

Para que isso ocorra, ele lembrou que o país precisa de ciência robusta e também de educação a fim de preparar a sociedade para absorver essas informações. O processo inclui a valorização da cultura e dos saberes tradicionais locais.

Adalberto Val assegurou que “não dá para desenvolver de fora e levar para lá (Amazônia)”. Na sua opinião, a ciência é uma atividade social, com fins sociais. “Portanto, ela precisa respeitar as características sociais e culturais da região”.

O ponto de partida para a discussão no fórum será o conceito apresentado na publicação Amazônia: Desafio Brasileiro do Século 21 – A Necessidade de Uma Revolução Científica e Tecnológica, elaborado pela ABC. O documento sugere novo paradigma para o desenvolvimento sustentável na região.

Deverão participar também da sessão os acadêmicos da ABC Bertha Becker, geógrafa da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e Carlos Nobre, secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, além do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Luciano Coutinho.

Band

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

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