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Homem-Aranha pode juntar-se aos ‘Vingadores’ nos cinemas

Nas HQs esse encontro já aconteceu e o aracnídeo humano faz parte do supergrupo da Marvel

Emília Oliveira
emilia.oliveira@redebahia.com.br

Nas histórias em quadrinhos, o Homem-Aranha faz parte do grupo de super-heróis ‘Os Vingadores’, mas nos cinemas essa reunião ainda não aconteceu. Isso porque nas telonas o Homem-Aranha é propriedade da Sony Pictures e a Marvel Studios retem os direitos de ‘Os Vingadores’. Mas muitos fãs das HQs da Marvel Comics esperam ansiosamente pelo encontro entre o aracnídeo humano, Thor, Homem de Ferro, Capitão América, Hulk e Viúva Negra também nos filmes.

Em entrevista ao site Crave Online, Avi Arad, presidente da Marvel Studios, declarou que isso é possível, e que tal reunião de personagens seria bom tanto para a Disney, que comprou a Marvel, quanto para a Sony. Arad falou ainda que tudo depende de uma história certa e que, atualmente, a Marvel está trabalhando no filme do famoso vilão ‘Venom’, visto em ‘Homem-Aranha 3′.

Ainda sem o Homem-Aranha, o supergrupo da Marvel rendeu nos cinemas aos ‘Os Vingadores’ o título de terceira maior bilheteria do cinema com o lucro global de mais de US$1 bilhão. Esperando o mesmo sucesso, estreia em 3 de julho nos cinemas ‘O Espetacular Homem-Aranha’.

Com informações do site Cinema com Rapadura.

Correio da Bahia

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

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