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João Capiberibe defende Ministério Público do Amapá de acusações de deputados

Em discurso no Plenário nesta quarta-feira (13), o senador João Capiberibe (PSB-AP) fez uma defesa do Ministério Público do Amapá. O senador disse que as instituições precisam ser respeitadas para funcionar com independência.

João Capiberibe relatou que, nos últimos meses, algumas medidas têm sido tomadas pela Assembleia Legislativa do Estado do Amapá, em represália à uma operação especial chefiada pelo Ministério Público. Segundo o senador, a operação Eclesia, realizada em parceria com a Polícia Civil do Estado, procurou combater desvio de recursos públicos, favorecimento a empresas e prática de nepotismo na Assembleia Legislativa.

De acordo com Capiberibe, logo após a operação, a Assembleia aprovou requerimento para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as relações do Ministério Público Estadual com empresas de mineração.

- Foi uma represália para constranger o Ministério Público do Estado – disse o senador.

Capiberibe disse que o deputado Moisés Souza (PSC), presidente da Assembleia do Amapá, ultrapassou “os limites do absurdo” ao entrar com uma representação contra a procuradora-geral do Ministério Público do Estado, Ivana Cei, procurando destituí-la do cargo. Seria mais uma tentativa de intimidar a investigação. O senador disse que informações dão conta de que o Ministério Público tem provas suficientes até para pedir a prisão de deputados estaduais.

Na visão do senador, a Assembleia é reincidente em práticas delituosas, já que a operação Mãos Limpas, realizada pela Polícia Federal em 2010, mostrou desvios no órgão, com deputados recebendo diárias que poderiam somar até R$ 400 mil reais ao ano. Capiberibe ainda contou que empréstimos consignados feitos pelos deputados como pessoas físicas eram pagos pela Assembléia Legislativa.

- No que depender do nosso esforço, o Ministério Público continuará recebendo nosso apoio – disse o senador.

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

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