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Novos domínios da internet poderão incluir .catholic, .sex e .pizza

De Katy Lee (AFP)

(AFP, Andrew Cowie)

LONDRES — O popular .com pode ter que competir em breve com .sex, .catholic, .latino e .pizza, depois que o órgão.

responsável pelos endereços virtuais revelou nesta quarta-feira, em Londres, os quase 2 mil pedidos recebidos para uma ampliação polêmica do número de domínios.

O ICANN, com sede nos Estados Unidos, divulgou detalhes sobre os 1.930 pedidos recebidos para o registro de novos domínios. Muitos foram feitos por multinacionais como Apple, Mitsubishi e IBM. A Google pediu mais de 100, entre eles .YouTube e .lol (abreviação de “laugh out loud”, equivalente a uma risada).

“Este é um dia histórico para a internet e para 2 bilhões de pessoas em todo o mundo que dependem da rede”, disse o presidente do ICANN, Rod Beckstrom, em entrevista coletiva.

O órgão alega que a explosão do número de internautas torna essencial a ampliação dos 22 sufixos em uso, entre eles .com e .org.

Beckstrom espera que os primeiros novos sufixos possam começar a ser usados no primeiro trimestre de 2013, mas alertou que a avaliação de todos os pedidos poderá levar 20 meses.

“Estamos às portas de uma nova era de inovação na internet, uma inovação que significa novos negócios, novas ferramentas de marketing, novos empregos, novas formas de ligar as comunidades e compartilhar informações”, disse o presidente do ICANN.

“Nenhum pedido estará disponível sem que tenha passado por uma avaliação rigorosa, objetiva e independente”, assinalou Beckstrom.

Metade dos pedidos teve origem nos Estados Unidos (911), 675 na Europa e 303 na região Ásia-Pacífico. Os 24 da América Latina, entre eles .lat e .cafe, e os 17 da África são inéditos.

Todos os solicitantes pagaram os 185 mil dólares requeridos ao ICANN, que arrecadou 352 milhões de dólares.

Segundo o órgão, 66 propostas estariam ligadas a pontos geográficos, como .nyc, .miami, .rio, .madrid e .paris. O sufixo mais pedido foi o .app, com 13 solicitantes, entre eles Amazon e Google. Nove quiseram registrar .blog; seis, .baby; e quatro, .pizza.

Quando vários órgãos solicitam o mesmo sufixo, têm prioridade os “pedidos comunitários”, ou seja, de órgãos que representam vários grupos. Caso não haja pedidos comunitários, o ICANN incentivará os solicitantes a chegarem a um acordo. Se isto não acontecer, haverá um leilão do domínio, o que pode desencadear uma guerra em casos em que duas grandes empresas, como Google e Amazon, busquem o mesmo sufixo, como .books ou .blog.

Além dos 185.000 dólares de entrada, a manutenção de um domínio custará 25.000 dólares anuais, embora seus administradores possam receber comissões anuais das empresas ligadas aos nomes de domínio.

A empresa ICM Registry, que administra o nome de domínio genérico .xxx, pediu os sufixos .sex, .porn e .adult.

Entre as demandas apresentadas de 12 de janeiro a 30 de maio, há 116 “nomes de domínio internacionalizados”, endereços que não constam do alfabeto latino.

O processo do ICANN foi criticado principalmente por ter obrigado as empresas ou associações a gastar muito para garantir o controle de nomes de domínio genéricos, com o único objetivo de evitar o seu desvio.

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

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