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Países em desenvolvimento defendem fundo de US$ 30 bilhões na Rio+20

O grupo dos 77 países em desenvolvimento (G77) e a China propuseram a criação de um fundo para projetos sustentáveis dotado com US$ 30 bilhões por ano na rodada final de negociações da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20.

“O G77 e a China defendem a criação desse fundo. É uma proposta que conta com grande respaldo dentro do grupo”, disse em entrevista coletiva no Rio de Janeiro o chefe da delegação brasileira, Luiz Alberto Figueiredo Machado.

O diplomata admitiu que a proposta enfrenta a resistência de alguns países, mas que já faz parte da rodada final de negociações, iniciada hoje no Rio de Janeiro a exatamente uma semana da abertura da cúpula que reunirá pelo menos 100 chefes de Estado ou de governo.

O fundo multilateral serviria para financiar projetos de desenvolvimento sustentável principalmente em países pobres.

O G77, integrado atualmente por 130 países, agrupa quase toda América Latina, África e as nações do Sul da Ásia.

Este grupo de países em desenvolvimento se associou à China para negociar em bloco durante a Rio+20, que acontece 20 anos depois da Cúpula da Terra, a ECO92.

O G77 considera a criação do fundo como uma forma de destravar as negociações sobre os chamados “meios de implementação”, um dos cinco capítulos do documento que será aprovado no Rio de Janeiro e que garante os instrumentos para cumprir o que for estipulado na cúpula.

A resistência dos tradicionais países doadores a comprometer-se com recursos na Conferência do Rio motivou os países em desenvolvimento a propor um mecanismo alternativo de financiamento.

A origem dos recursos que alimentarão o fundo proposto será discutida até a próxima quarta-feira pelos negociadores oficiais em encontros a portas fechadas no Riocentro e depois pelos governantes.

Segundo o secretário-geral da Rio+20, Sha Zukang, pelo menos 130 chefes de Estado ou de Governo se inscreveram para discursar na conferência, o que seria um recorde de participação em eventos da ONU.

O objetivo da cúpula, que será realizada entre os dias 20 e 22 de junho, é alcançar um consenso sobre um documento de compromissos, que pretende transformar em realidade o conceito de economia verde e dar estrutura institucional mundial às políticas de desenvolvimento sustentável.

Terra

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

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