Amazônia, Brasil, Cultura, Jornalismo

Talento do jornalismo rondoniense será homenageado no 3º Curta Amazônia

Polêmico, temido por alguns, seriedade nas informações, esse é alguns dos adjetivos profissionais que o jornalista Nelson Townes tinha no trato com a notícia. Contribuiu com o audiovisual rondoniense nos filmes do diretor Beto Bertagna, na confecção de roteiros para documentários, fez também revisão roteirista do filme sobre o garimpo de diamantes, de Carlos Levy.

Nelson Townes fez escola, para muitos “foquinhas” no jornalismo rondoniense, orientando com informações, dicas e macetes aos diversos profissionais de jornalismo das redações por onde passou, além de ser amado por uns e odiado por outros, procurou sempre mostrar a verdade para a opinião pública em seus artigos, publicando matérias polêmicas e instrutivas, que lhe renderia prêmios no jornalismo regional. Na década de 80, foi o representante do jornal impresso Folha de São Paulo, em Rondônia.

Com todos esses gabaritos profissionais, a organização do Festival promove esse reconhecimento ao profissional que atuou e contribuiu no audiovisual rondoniense, nada mais justo nessa homenagem colocar o nome do jornalista como a Melhor Produção Rondoniense – “Prêmio Nelson Townes”, destacando-se na categoria de curta-metragem.

Para Carlos Levy, o objetivo dessa homenagem, além é claro de prestigiar o nosso saudoso jornalista Nelson Townes, é incentivar os produtores e realizadores sobre a importância de realizar bons roteiros e consequentemente bons filmes, com conteúdos que possam representar nossa região no país e exterior, mostrando que o rondoniense tem talento e prezam pela qualidade nas produções audiovisuais.

A homenagem acontece na noite do dia 29 de junho durante o 3º Festival de Cinema Curta Amazônia na Praça Madeira Mamoré em Porto Velho.

No ano em que se comemora o Centenário de construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, temos os seguintes apoios e parcerias do Festival, a Eletrosul do Sistema Eletrobrás do Governo Federal, Sesc Rondônia do Sistema Fecomércio, Secel do Governo da Cooperação, Iphan Rondônia, Fórum dos Festivais, ABD Rondônia, Emater/RO, Fundação Iaripuna, Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, Aqui Publicidade, Imprensa Rondoniense.

Fonte: Assessoria.

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

Discussão

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 12.180 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: