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Secretário-geral da ONU pede maior prevenção da violência contra idosos

Eleutério Guevane 

As Nações Unidas celebram nesta sexta, 15 de junho, o Dia Mundial da Conscientização contra a Violência à Pessoa Idosa.

Situação de abandono de idoso é recorrente no mundo

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, OMS, entre 4% e 6% das pessoas idosas em todo o mundo já foram vítimas de alguma forma de abuso. As agressões podem ter caráter físico, emocional ou financeiro.

Em mensagem, o secretário-geral da ONU disse que a primeira celebração da data ocorre em uma época em que “as pessoas vivem mais”, e pede que os cuidados ao grupo sejam “revigorados”.

Ban Ki-moon cita pesquisas que indicam que a negligência, o abuso e a violência contra idosos, tanto nos lares como em instituições, são maiores do que indicam os números.

O secretário-geral considera os atos “um ataque inaceitável à dignidade e aos direitos humanos” e lembra que as preocupações com o aumento do fenômeno levaram a Assembleia Geral a criar a data.

Ban pediu união para que sejam reafirmados os direitos humanos da pessoa idosa e lançou um apelo aos governos para a criação de estratégias mais eficazes de prevenção da violência contra idosos.

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

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