Amazônia, Brasil, Culinária, Economia

Delícias da castanha-do-brasil fazem sucesso no stand do Amapá na Rio+20

Produzidos por pequenos produtores da Reserva Extrativista do Cajari, no Sul do Amapá, dois deliciosos produtos da culinária tradicional do Estado encantaram visitantes do Parque dos Atletas, palco de exposições dos estados brasileiros e países participantes da Rio+20.

Cerca de 300 pessoas passaram pelo stand do Amapá no primeiro dia de atividades, nesta quarta-feira, 13. O espaço é ornamentado com peças artesanais, bonecas dançarinas de Marabaixo e miniaturas de urnas Maracá-Cunani (achados arqueológicos). Em português e inglês, os expositores apresentaram ao público um pouco da cultura e da rica sociobiodiversidade o Estado. Mas foram os bombons e os biscoitos de castanha-do-brasil que fizeram mais sucesso.

A estudante carioca Mirna Barcellos, acadêmica do curso de Ciências Ambientais de uma faculdade particular do Rio de Janeiro, ouviu falar do biscoito quando encontrou amigas na entrada do Parque dos Atletas. Foi direto ao stand do Amapá. “Vim aqui para experimentar essa delícia da Amazônia e adorei. Aproveitei também para conhecer um pouco mais da cultura do Amapá e dos outros estados. Como acadêmica da área ambiental já sabia que o Estado de vocês era o mais preservado do Brasil, mas não que tinha uma cultura tão rica”, disse, satisfeita ao degustar o biscoito.

Na manhã desta quinta-feira, 14, um grupo de crianças estudantes de um colégio americano do Rio também provou e aprovou os produtos amapaenses. Elas são filhas de executivos estrangeiros que trabalham e moram naquele Estado. As meninas, claro, adoraram as bonecas de Marabaixo. “Trouxe meus alunos aqui porque eles são o nosso futuro e, por isso, têm que aprender desde já a importância do desenvolvimento sustentável e garantir que a geração delas e as que vêm pela frente vivam sem os riscos do mundo atual”, ponderou a professora sul-africana Eleanor Perlen.

“A aceitação desses produtos faz com que o Amapá chame a atenção. Estamos aproveitando essa vitrine proporcionada pela Rio+20 para dar holofotes ao Estado e, com isso, atrair investidores para os projetos de desenvolvimento sustentável os quais o Amapá é pioneiro”, observou o secretário de Estado do Meio Ambiente, Grayton Toledo.

Programação

A participação amapaense nas discussões sobre desenvolvimento sustentável segue na tarde desta quinta-feira, das 13h às 14h, no auditório do stand dos estados da Amazônia, com a apresentação de um importante parceiro do Estado nas atividades de emissões evitadas e conservação de florestas, o projeto Carbono Cajari – do Programa Petrobras Ambiental.

Na sexta-feira, dia 15, a delegação amapaense apresenta o Guia de Investimentos do Estado do Amapá. No dia 17, domingo, haverá dois importantes lançamentos: Guia de Áreas Protegidas do Amapá e o primeiro volume de uma série técnica sobre o potencial de estoque de carbono das florestas do Amapá.

Já no dia 18, às 16h, haverá um importante evento para os estados da Amazônia antes das conferencias fechadas com os líderes de estado na semana que vem. Trata-se do Fórum dos Governadores da Amazônia. E no dia 19 haverá o grande momento amapaense dentro do Parque dos Atletas, o evento “Amazônia em debate: Escudo das Guianas, desafios e oportunidades”. Além desses, os representantes do Amapá participarão de outros debates nas programações previstas para os demais estados amazônicos.

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

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