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Ministério Público Estadual propõe mais uma Ação de Improbidade Administrativa contra o Deputado Edinho Duarte

Deputado Edinho Duarte teria contratado indevidamente um funcionário na Assembleia Legislativa

A Promotoria do Patrimônio Público e Cultural da Comarca de Macapá ajuizou Ação Civil por Ato de Improbidade Administrativa cumulada com Ressarcimento ao Erário contra o Deputado Jorge Evaldo Edinho Duarte Pinheiro, pela contratação de Nestor dos Santos como assistente de informática da Assembléia Legislativa. No período da contratação, a Assembleia Legislativa diz que Nestor dos Santos recebeu R$ 55.964,72 (cinquenta e cinco mil, novecentos e sessenta e quatro reais e setenta e dois centavos).

Segundo informações do Ministério Público, Nestor dos Santos afirmou que não possui nenhum parente que tenha essa fortuna e, no período em que trabalhou como vigia na casa do deputado Edinho Duarte recebia um salário mínimo mensal.

“Nestor dos Santos é pescador devidamente credenciado e nunca frequentou escola. Também não tem qualquer conhecimento de informática. Na realidade, Nestor dos Santos sempre trabalhou como vigilante na residência do Dep. Edinho Duarte”, informou o promotor de Justiça Adauto Barbosa.

O promotor de Justiça relatou que Nestor dos Santos, encontra-se desempregado e recentemente compareceu à Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura – SEAP, neste Estado, para requerer o benefício do período de defeso, porquanto nesse período, é proibido a pesca da gurijuba.

Assim, ao apresentar o documento de pescador, Nestor Santos foi preso em fragrante delito, por suposto uso de documentos falsos, até porque o seu nome constava na lista de servidores nomeados no Parlamento Estadual.

O flagrante lavrado na Polícia Federal foi arquivado pela Procuradoria da República, no entanto, cópia dos autos foram endereçadas ao promotor de Justiça Adauto Barbosa, coordenador da Promotoria do Patrimônio Público desta Comarca, que por sua vez, ajuizou a ação de improbidade – processo nº 0023693-69.2011.8.03.0001, em trâmite na 3ª Vara Cível.

“Acontece que despachado em 29 de julho 2011, os autos permaneceram paralisados por mais de seis meses, porquanto não se conseguia notificar o réu Edinho Duarte, conforme atesta a certidão subscrita pela Oficiala Darlene Cardoso Soares”, afirmou Barbosa.

Novas diligências foram requeridas pelo Ministério Público, até porque o Deputado Edinho é 1º Secretário da Mesa Diretora da Assembléia e diariamente está naquele Parlamento e/ou em emissoras de rádio e televisão desta Capital.

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Amapá

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

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