Ciência e Tecnologia, Notícias

Facebook permite encontrar usuários próximos pelo celular

Um novo recurso do Facebook permite que os usuários localizem pessoas que estão por perto e conectadas à rede social. A funcionalidade, que ainda não foi lançada oficialmente, rastreia o local do usuário e lista todos os outros membros da rede que estão próximos e usando a ferramenta.

Para usar o recurso, os usuários de dispositivos móveis devem clicar em “Localizar amigos” no menu da rede social, depois em “Outras ferramentas” e em seguida em “Encontre amigos nas imediações”. “Pessoas que aparecem acima estão por perto e com essa página aberta”, diz o aviso.

De acordo com o engenheiro que desenvolveu a ferramenta, Ryan Patterson, o recurso foi criado em um hackathon, uma maratona hacker do Facebook. Ele disse ao site TechCrunch que para ele o uso ideal do recurso, originalmente chamado de “Friendshake”, é poder manter contato com um grupo de pessoas que o usuário conheceu recentemente. “A pesquisa do Facebook pode ser eficaz, ou compratilhar seus cartões de visita, mas essa ferramenta fornece uma maneira muito mais fácil de trocar informações de contato com várias pessoas com um mínimo de desgaste”,

Via JB

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

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