Notícias, Saúde

Primeiro Remédio Contra Obesidade É Aprovado Nos EUA Em 13 Anos

Nos Estados Unidos, após 13 anos de proibições, foi aprovada a utilização do medicamento Lorcaserina contra obesidade desenvolvido pela empresa Farmacêutica Arena. A FDA (Vigilância Sanitária dos EUA) aprovou a utilização do medicamento para auxiliar ao combate da obesidade no país por adultos com um índice de massa corporal (IMC) de 30 ou mais, que já é considerado como obesidade moderada e para adultos com IMC maior que 27 que é considerado sobrepeso.

Essa nova opção de tratamento através dessa droga ainda não vem para o Brasil “Não será uma revolução…Já existem outros medicamentos no mercado com um funcionamento semelhante. Mas é importante, porque será mais uma alternativa para os médicos.” diz Rosana Radominski, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

Nota da Redação: Vale Ressaltar que a atividade física moderada, associada a uma alimentação equilibrada e consumo de água em abundância já auxiliam e muito no controle da obesidade. Nada precisa ser com exagero, mas sim com cautela. Todo e qualquer medicamento pode promover efeitos colaterais.
Por Márcia Martins/FPM

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

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