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Uma pessoa morre após incêndio no Hospital Pedro Ernesto

Ao menos uma pessoa morreu após o incêndio que atingiu na manhã desta quarta-fera (4) o almoxarifado do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), na Vila Isabel, Zona Norte do Rio. Segundo informações do hospital, Edenir Pereira, 65 anos, que estava internada em estado terminal com fibrose pulmonar e inalou muita fumaça, acabou não resistindo. Ainda será apurado se o incêndio e a fumaça foram determinantes para a morte. No hospital há 350 pacientes internados.

O prédio principal não foi afetado mas, por causa da fumaça que atingiu outras unidades, pacientes foram removidos. Segundo informação dos bombeiros, o fogo começou às 5h30 no almoxarifado do hospital, que fica no corredor lateral esquerdo do prédio. No local estava guardado todo o material hospitalar. O governo do Estado anunciou que já dispôs recursos de emergência para repor o material perdido.

A fumaça atingiu seis enfermarias: a de neurologia, no 2º andar, de nefrologia e hemodiálise, no 3º, de cirurgia plástica e torácica, no 4º, e a ala feminina de oftalmologia e ortopedia, no 5°. Todos os pacientes destes locais foram transferidos para outras enfermarias. Cerca de 100 chegaram a ir para o setor de Raios X, segundo informou a assessora do hospital, Alba Regina.

Familiares foram chamados pelo hospital para receber informações sobre os pacientes, mas a visita só será permitida a partir das 15h, no horário tradicional. Crianças que estavam internadas na UTI neonatal foram transferidas para outro hospital. A luz do local também já foi restabelecida.

Emocionada, a supervisora de enfermagem Bianca Ceciliano contou que os internos ficaram assustados, mas foram acalmados pela equipe. “Foi muita comoção porque é o tipo de coisa totalmente inesperada. Mas a sensação é de dever cumprido”, disse. Segundo Bianca, vários hospitais já entraram em contato se oferecendo para receber os pacientes que tiveram que deixar seus quartos.

Ambulâncias do Corpo de Bombeiros e do Samu acorreram ao local, mas como ninguém foi transferido, acabaram servindo no atendimento dos que estavam na parte externa do prédio.

Às 7h50, segundo informações dos bombeiros, o fogo já estava controlado e o trabalho deles – que contou com homens de três quartéis e a ajuda do helicóptero da corporação – estava na chamada fase de rescaldo. Uma grande coluna de fumaça foi vista dos bairros vizinhos.

O trânsito no Boulevard  foi interrompido apenas na pista da esquerda, em frente ao hospital. A pista da direita fluía com certa dificuldade no sentido normal, isto é, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) para a Praça Barão de Drummond.

Parentes de pacientes acorreram ao local em busca de informações. Silvana Lins, de 44 anos, estava em busca de notícias sobre o marido, Wagner, que, acometido por fungos, ficou internado por 20 dias na UTI e, desde segunda-feira, foi para um quarto. Ela não sabia para onde ele tinha sido levado.

Nathália Marsal/ JB

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

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