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Corporações do CBM e Defesa Civil promovem 1ª Reunião de Integração com instituições


O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil do Estado do Amapá promovem no período de 4 a 6 de julho, no auditório da Escola de Administração Pública (EAP), a 1ª Reunião de Integração das instituições. A finalidade é possibilitar a troca de experiências e o fortalecimento da relação junto às corporações do Amapá, da Guiana Francesa e do Suriname.

Cerca de 50 profissionais estão participando do seminário, entre representantes das coordenadorias de Defesa Civil de Macapá, Porto Grande, Ferreira Gomes e Serra do Navio, além dos representantes dos Corpos de Bombeiros da Guiana Francesa e do Suriname.

De acordo com o tenente-coronel Janary Picanço, a programação irá possibilitar ainda, o estreitamento das relações das corporações e os relatos de como cada um atua nas ações de defesa civil. Assuntos como planos de atendimentos de emergências, identificação de locais de risco para a população e metodologias de trabalho estão sendo abordados durante os encontros.

“Queremos também juntar todas as coordenadorias das vigilâncias sanitárias dos municípios do Estado para que a gente possa alinhar ações nas mudanças que estão ocorrendo nas leis do Sistema Nacional da Defesa Civil”, explicou o oficial.

O seminário acontece das 8h às 12h e segue até esta sexta-feira, 6.

Fabíola Gomes/Secom

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

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