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Economia em crise: Amapá lidera ranking de inadimplência do país

Desde agosto de 2008, antes da primeira onda da crise financeira internacional, o total de dívidas saltou 153% entre os nordestinos e 131% entre os nortistas; crescimento no restante do Brasil ficou em torno de 108%, segundo o Banco Central

Rosana Silva Pires tem uma pequena loja no bairro do Muca, em Macapá. Ao lado do caixa da Auderi Móveis, uma placa avisa que a loja não aceita cheques. A decisão foi tomada pela comerciante de 49 anos no fim do ano passado, depois do prejuízo de quase R$ 8 mil com vários deles que não tinham fundo. Rosana é vítima de uma triste realidade: o Amapá tem a maior inadimplência do Brasil. Lá, 8% dos consumidores não pagam dívidas há mais de três meses.

Beneficiado pela inclusão bancária e ascensão social nos últimos anos, o mercado de crédito no Norte e Nordeste cresceu a passos largos. Desde agosto de 2008, antes da primeira onda da crise financeira internacional – quando o governo passou a incentivar o crédito para consumo – o total de dívidas saltou 153% entre os nordestinos e 131% entre os nortistas. Enquanto isso, o crescimento no restante do Brasil ficou em torno de 108%, segundo o Banco Central, que acompanha a regularidade de pagamentos nas 27 unidades da Federação desde 2004. Nos últimos seis meses, o Amapá figura como o maior calote do Brasil.

Em 12 anos do levantamento, consumidores do Nordeste e Norte apresentam, sistematicamente, atrasos maiores que o restante do País. Mas nos últimos 12 meses, os nordestinos estão liderando esse ranking. Em abril, a região tinha inadimplência média de 6,1% nos empréstimos e financiamentos e era seguida de perto do Norte, com 5,9%.

A lista continua com o Sudeste, onde o calote está em 5,1%, e com o Centro-oeste, com 4,6%. Na lanterna, os sulistas têm a menor taxa do País: 4,1%. Ou seja, levam o título de melhores pagadores do Brasil.

“A renda influencia diretamente porque consumidores têm salários menores e, por isso, menos ativos financeiros para usar em momentos de turbulência como o atual”, disse o economista Luiz Rabi, da empresa de análises e informações para decisões de crédito e apoio a negócios Serasa Experian. O argumento dele é que consumidores com renda maior podem ter ativos – como uma poupança – para usar em situações de necessidade, o que evitaria a inadimplência.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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Flagra de pura ternura. Faculdade Immes ganhou uma especialista que vai repassar conhecimento aos futuros assistentes sociais do Amapá. Parabéns professora! Viva Rebecca! No bar do Nego. Live! Daqui a pouco no Bar do Nego, beira rio Macapá.

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