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Assembleia Legislativa do Amapá pagava setores da imprensa local para atacar o Ministério Público e adversários de Moisés Souza

O objetivo era silenciar e intimidar os membros do Ministério Público que investigam supostos esquemas de corrupção que teria desviado milhões dos cofres da Assembleia Legislativa.

Heverson Castro

A Assembleia Legislativa por meio do presidente afastado Moisés Souza, pagava com verbas públicas setores da imprensa e programas de rádio de baixo-nível, para serem utilizados numa campanha orquestrada com objetivos claros de difamar o Ministério Público e criar um clima de instabilidade na instituição que culminaria com um golpe constitucional de derrubar a Procuradora Geral de Justiça, Ivana Franco Lúcio Cei.

O uso do poder econômico, utilizando verbas públicas se dava através do pagamento de notas fiscais com objetivos genéricos como: “Divulgação Institucional” e “Divulgação de Serviços de Mídia”, sem explicitar os espaços, anúncios, horários, etc.
Havia ainda um esquema montado de pendurar na folha de pagamento da Assembleia Legislativa “jornalistas” e parentes dos mesmos, que eram usados na estratégia de mover campanha contra o Ministério Público e adversários políticos do grupo político que controla a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, confundindo a opinião pública na tentativa de tirar o foco dos escândalos envolvendo servidores e parlamentares.
Outra suposta irregularidade envolvendo o pagamento de setores da imprensa é a denúncia de que a Agência de Publicidade M2 Comunicação seria de propriedade de uma funcionária da ALAP.
Confira abaixo a lista de veículos, jornalistas e parentes de jornalistas do Amapá que supostamente recebiam verbas da Assembleia Legislativa, via agência de publicidade e folha de pagamento:
1- Tropical Rádio Difusão – Rádio 102 e TV Tucuju (Propriedade do ex-senador Gilvam Borges, detentor de diversas concessões públicas de TV e rádio no Amapá)
Pagamentos Mensais pela Agência de Publicidade M2

TV Tucuju – R$ 40.891 (mensal)
Programa O Estado é Notícia – R$ 10.118,00 (mensal)
Rádio Mídia Rotativa – R$ 5.385,00 (mensal)
Rádio Tarumã – R$ 27.744,00 (mensal)
Programa O Troco – R$ 2.034,00 (mensal)

Folha de Pagamento da Assembleia Legislativa
Sergio Cleber de Souza Barbosa – R$ 2.455,08 (Jornalista do Diário do Amapá, Assessor de Imprensa do Senador José Sarney e da Rádio 102)
Silvio dos Santos Souza – R$ 2.035,00 (Jornalista do Programa O Estado é Notícia)
Ennara Nascimento Borges – R$ 2.035,00 (namorada de Silvio Souza, chegou a morar em Santarém/PA e receber pela ALAP)
2 – Jornal Tribuna Amapaense
Pagamentos Mensais pela Agência de Publicidade M2 – R$ 9.249,00 (mensal)
Folha de Pagamento da Assembleia Legislativa
Vicente da Silva Cruz – R$ 5.548,00 (colunista da TA, advogado, atualmente ocupa cargo de Secretário Municipal na PMM)
3 – Rádio 101 e Programa Tribuna da Cidade (Carlos Lobato)
Pagamentos Mensais pela Agência de Publicidade M2
Programa Tribuna da Cidade (Carlos Lobato) – 13.8702,00 (mensal) Nota Fiscal de empresa de Construção Civil
Mídia Institucional – 30.872,00 (mensal)
Folha de Pagamento da Assembleia Legislativa
Juliele Andrade Marques – R$ 5.548,97 (cantora e esposa de Carlos Lobato)
Joevany Andrade Marques – R$ 2.035,00 (cunhado de Carlos Lobato)
Brasilino Brasil Lobato Neto – (irmão de Carlos Lobato)
4 – Jornal A GAZETA (Proprietário Sillas Assis Jr, apontado no relatório da Operação Mãos Limpas da PF em suposto esquema de corrupção)
Pagamentos Mensais pela Agência de Publicidade M2 – R$ 17.000,00 (mensal)
Folha de Pagamento da Assembleia Legislativa
Gilberto Ubaiara Rodrigues 3.921,00 (Redator A Gazeta e colunista da coluna Gazetilha)
5- TV Amazônia (Record) – A TV local tem como sócios o sobrinho do deputado Moisés Souza e o filho do deputado Edinho Duarte)
Pagamentos Mensais pela Agência de Publicidade M2 – R$ 17.260,10 (mensal)
6 – Jornal Correio do Amapá – Esse jornal não circula mais. A nota fiscal vem como divulgação no Programa “Batendo Lata”, um programa de baixarias.
Pagamentos Mensais pela Agência de Publicidade M2 – R$ 9.282,00
Folha de Pagamento da Assembleia Legislativa
Rodrigo Flavio Portugal Alves – R$ 3.073,00 (Apresentador do programa de baixarias Batendo Lata e O Troco)
Via Heverson Castro

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

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