Amazônia, Brasil, Política

Assembléia Legislativa do Amapá já admite afastar Moisés Souza da presidência

O Amapá é pobre. Menos para os deputados: além do salário eleganham R$ 100 mil por mês para gastar com seus mandatos;Há um novo quadro interno desenhado na Assembléia Legislativa do Amapá. O controle do deputado Moisés Souza sobre vinte e dois dos vinte e quatro deputados, não existe mais. Se muito, o presidente da Casa, afastado pela Justiça do Amapá com o afastamento mantido pelo STJ, conta com apenas nove deputados, oito mais ele. Treze se afastaram do bloco conduzido por Moisés, e dois são do PSB, que não seguem suas orientações. Certamente é esse novo quadro que justifica acreditar na posição de um grupo de parlamentares, que já aceita avaliar a possibilidade de afastar, definitivamente, o deputado Moisés Souza da presidência do Poder.

Na segunda-feira à tarde o deputado Júnior Favacho, que assumiu a presidência no impedimento de Moisés, exonerou quatrocentos ocupantes de cargos em comissão, supostamente nomeados pelo presidente afastado e pelo secretário Edinho Duarte, atingido pela mesma decisão judicial.

O número não é oficial. Há quem fale em seiscentas e até em mil exonerações, todas de indicações dos deputados afastados. Mas se o número não pode ser confirmado oficialmente a confusão estabelecida pode. Houve reação, protestos, mas ao que tudo indica a decisão foi mantida. E não tinha como ser diferente.

Na mesma segunda-feira, pela manhã, um dossiê com quinhentas e dezessete páginas impressas, cada uma com cinco nomes de contratados para cargos comissionados na Assembléia, chegou ao conhecimento público. São dois mil quinhentos e oitenta e cinco, um numero que demonstra como é fácil contratar pessoas para o serviço público sem concurso, sem caracterizar, necessariamente, que todas as contratações sejam ilegais. E na segunda-feita à noite, outro dossiê, este com as verbas indenizatórias recebidas pelos deputados nos anos de 2011 e 2012, chegava às mãos de jornalistas locais. O nome de cada um dos vinte e quatro deputados, e os valores recebidos, mês a mês estão lá, e chegarão ao conhecimento do público em geral, rompendo um silêncio que vinha sendo mantido a todo custo.

FONTE: GELEIA GERAL  http://www.correaneto.com.br/site/geleia/28110#more-28110

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

Discussão

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 12.278 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: