Réu que matou criança é condenado a 25 anos de prisão pelo Tribunal do Júri de Mazagão

O promotor de Justiça Horácio Coutinho atuou pela acusação

O MP-AP atuou no julgamento envolvendo o réu Igo Bastos de Araújo, acusado de homicídio triplamente qualificado pelo motivo torpe, emprego de meio cruel, bem como pelo crime de ocultação de cadáver da menor Glaucimara Souza da Silva, de apenas seis anos de idade.

Após 13 horas de julgamento, o Conselho de Sentença por maioria de votos, considerou o réu culpado e o condenou a uma pena de 24 anos de reclusão em regime inicialmente fechado, além da pena de um ano de reclusão pelo crime de ocultação de cadáver, perfazendo um montante de 25 anos de prisão.

“O julgamento demonstra que a sociedade não mais aceita a violência que, infelizmente, assola o país e, em especial a cidade de Mazagão, principalmente pelo crime ter sido cometido por motivo torpe, com emprego de meio cruel e sem chance de defesa para a vítima”, ressaltou o promotor de Justiça, Horácio Coutinho que atuou pela acusação do caso.

Na oportunidade, o promotor elogiou o competente trabalho desenvolvido durante as investigações “pelo delegado da Polícia Civil, Leandro Totino Soares, na condução dos trabalhos investigativos, bem como o trabalho realizado pelos peritos da Polícia Técnico-Científica (Politec),  Silvio Cesar Barreto Trigueiro  e Marcos Goés, os quais foram de suma importância para a comprovação de que o réu Igo  fora o autor do  assassinato, comparando ainda esse caso com  o famoso crime envolvendo o casal Nardoni, embora guardadas as devidas proporções”, salientou o promotor de Justiça.

Além do promotor, o advogado Maurício Pereira atuou na defesa do réu, ficando a presidência do Júri sob a direção da Magistrada Fabiana da Silva Oliveira, juíza de direito da Comarca de Mazagão.
Do crime

Segundo constou na denúncia feita no dia 08/02/2011, no período compreendido aproximadamente entre 16h:30 e 17h, na cidade de Mazagão, o denunciado  Igo Bastos de Araújo,  vulgo  “Tarimba”, agindo com vontade de matar, esganou (asfixia mecânica) o pescoço da vítima  Glaucimara Souza da Silva, menor de apenas seis anos  de idade, tendo ainda desferido seis facadas na região abdominal da vítima.

Além disso, Igo desferiu uma pancada na cabeça da vítima, lesões estas que foram a causa de sua morte, de acordo com declaração de óbito, laudo de exame de corpo de delito e encarte fotográfico, além de ter ainda escondido o corpo da vítima dentro de uma fossa, com o intuito de ocultar o cadáver.

Consta nos autos, que no dia dos fatos, a vítima saíra da residência de sua avó materna com destino à residência de sua genitora, sendo que quando passava em frente à lavagem de carros em que o denunciado trabalhava, situada na Avenida Veiga Cabral, fora atraída pelo denunciado, o qual levou a menor para a lavagem, vindo em seguida a matá-la.

O denunciado ao ser ouvido na fase inquisitória negou a autoria delitiva, afirmando não se encontrar no local dos fatos. Todavia, esta sua negativa vai de encontro às provas apuradas nos autos, que demonstram que o denunciado era a única pessoa que se encontrava na lavagem de carros, no momento dos fatos.

Consta ainda, que o denunciado ainda tentou induzir testemunhas a falarem que o mesmo se encontrava noutro local quando da ocorrência dos fatos, tentando assim criar um álibi, o qual não restou demonstrado.

A intenção homicida do denunciado restou demonstrada nos autos em virtude das várias agressões praticadas contra a indefesa vítima, haja vista, que o denunciado asfixiou o pescoço da vítima, desferiu diversas facadas na vítima e ainda desferiu uma pancada com objeto contundente na cabeça da vítima.

Asscom/MP

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