Amazônia, Brasil, Cultura

Amapá é selecionado no projeto Dramaturgias Urgentes

O Ministério da Cultura e Banco do Brasil, divulgaram na última semana os vencedores do concurso Dramaturgias Urgentes, projeto que propõe a dramaturgos brasileiros que radiografem nossa sociedade em textos teatrais inéditos. Trata-se primeiramente de um concurso nacional temático de peças curtas, provocando e estimulando um entrelaçamento entre arte e sociedade.

Dentre os 95 textos que concorreram ao Tema Um, “A nova classe média brasileira: os emergentes”, apenas seis foram selecionados e dentre eles, o amapaense Joca Monteiro, com o texto “A Visita”.

Produtor cultural, ator e gestor do Palco Fora do Eixo no Amapá – frente de artes cênicas da rede Fora do Eixo – Joca terá seu trabalho apresentado pela Cia. Elevador de Teatro Panorâmico (SP), com a leitura de três textos (Os inesteriotipáveis – de James Hermínio; Produtos Perecíveis – de Flávio Goldman; A visita – de Joca Monteiro). Após as leituras, será realizado um debate com as presenças do diretor e do elenco.

“Eu fiquei sabendo do concurso poucos dias antes do encerramento e pensei em não participar, pois escrever para mim é criação pessoal, não gosto de escrever por encomenda, gosto de conceber e criar, no entanto me senti desafiado a escrever sobre o tema proposto e em tão pouco tempo”, explicou Joca Monteiro. E completou:  “Fiquei estimulado ao saber que os 30 melhores textos ganhariam um parecer técnico que iria contribuir com a minha arte, coisa que eu prezo muito. Surpreendi-me com o resultado e sei que tem um significado muito importante para a dramaturgia amapaense. Estou fazendo história. Deixo um agradecimento especial a Casa e Família Fora do Eixo por investir no meu banco de estímulo e em especial ao Paulo Rocha que revisa meus textos e é um grande parceiro”, finalizou.

A visita

Sinopse: Janari e Cida formam um casal que migrou recentemente para classe média e ainda estão se acostumando com a nova vida. O maior problema do casal é entender a empregada recém-contratada Dasdores que confunde o casal com seus medos. A família recebe a visita de João Pena, o patriarca veio conhecer a nova vida que seu filho leva.

Fora do Eixo e Casa Fora do Eixo Amapá

A Casa Fora do Eixo Amapá é um espaço múltiplo que funciona como moradia, escritório, fruição e hospedagem solidária, responsável por receber constantemente agentes culturais de todo o país interessados em trocar experiências e conhecimento. Entre suas metas constam promover o intercâmbio de conhecimentos em todos os estados que abrigam pontos fora do eixo na perspectiva de descentralizarmos a gestão e implementar a tecnologia social da rede nos cenários locais, a partir de casas de vivência por todo país. E também, articular financiamentos junto à iniciativa privada, representando os empreendimentos na articulação dessa missão.

A CAFE-AP é ligada a rede Fora do Eixo rede de trabalho formado por mais de 90 pontos em todo o país, que realiza uma série de ações estruturantes com foco nos setores de comunicação livre, distribuição, circulação, linguagens artísticas, sustentabilidade, economia solidária e políticas culturais.”


Assessoria de Comunicação

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

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