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Poeta nortista estreia em Recife projeto que une artistas de regiões diferentes do Brasil

O espetáculo TR3S Poeticaos será apresentado na AABB da capital pernambucana, misturando poesia, teatro, cinema e música.

Letras, acordes, cenas. De três regiões diferentes do Brasil. Norte, Nordeste, Sul. Essa é a tônica do empreendimento cultural TR3S Poeticaos, do qual o poeta e dramaturgo paraense Carlos Correia Santos faz parte, ao lado do escritor e cineasta pernambucano Sidney Nicéas e do músico paranaense Carlos Cantari. A estreia oficial nacional do projeto acontece em Recife no próximo dia 23, às 20h, na AABB da capital pernambucana. Na programação, Correia fará também sessão de autógrafos de seu mais novo romance Senhora de Todos os Passos, que tem como pano de fundo a Recife e Olinda dos anos 30, 40, 50 e a Amazônia nos anos 60, 70 e 80. A programação contará ainda com a participação da atriz paraibana Suzy Lopes, do músico pernambucano Bozó Sete Cordas, da dançarina Alessandra Salamanka, da atriz Zezé Andrade e do cantor e compositor paraibano Geovan Morais.

De acordo com os três artistas, TR3S Poeticaos é uma provocativa fusão de gêneros, vertentes e segmentos culturais. O que poderia significar ruídos é justamente o foco da atenção dos criadores. São suas diferentes formações e influências regionais que dão origem a estética intercambiada do empreendimento.

“Somos um trio que é bem a cara dos nossos tempos. Nós nos conhecemos através das mídias sociais. Percebemos nossas diferenças e vimos que justamente elas eram nosso potencial. Apostamos no intercruzamento de informações e tendências. Somos um retrato do nosso país, ou seja, diversos, particulares e, ainda assim, representamos uma só nacionalidade”, define Carlos Correia.

Sidney Nicéas completa: “Essa iniciativa marca um objetivo triplo. Meu, de Carlos Correia Santos e de Carlos Canteri. O objetivo de integrar diversas artes, também possibilitando a cada um difundir o próprio trabalho. O espetáculo que criamos se pauta pelo improviso. O objetivo do ‘Poeticaos’ é o caos, gerando o novo, fundindo estilos e segmentos artísticos em busca da liberdade que, no final das contas, é um dos grandes conceitos da própria arte”.

Os eventos do projeto são compostos por performances teatrais baseadas nas obras de Carlos Correia Santos e de Sidney Nicéas; exibição do curta-metragem baseado no livro de Sidney Nicéas, “O Rei, a Sombra e a Máscara”; e performance musical baseada no CD “Essences”, de Carlos Canteri.

SÃO PAULO

No início do segundo semestre, dois dos membros do projeto vão se reencontrar, mas em outra cidade. Carlos Correia Santos e Sidney Nicéas fazem hoje parte da mesma editora: a Giostri, sediada em na capital paulista. No dia 04 de agosto, Nicéas e Correia autografam suas obras num grande e especial evento no Teatro Augusta.

“Além da possibilidade de um novo encontro com o meu confrade pernambucano, esse evento em São Paulo será, sem dúvida, um passo bonito e relevante em nossas carreiras. Somos apaixonados pelos nossos Estados e orgulhosos da força cultural deles, mas sabemos também que a capital paulista é um centro cultural difusor importante. Estamos muito felizes e animados”, enfatiza Carlos.

CADA UM

Carlos Correia Santos é paraense, natural de Belém. É apontado hoje como um dos mais premiados dramaturgos da Amazônia, com láureas nacionais e internacionais. Seus textos já conquistaram o Prêmio Funarte Petrobras de Fomento ao Teatro (2005), o Prêmio Funarte Petrobras de Circulação Nacional (2006) e o Edital Seleção Brasil em Cena do Centro Cultural Banco do Brasil. Traduzidas para outros idiomas e incluídos no Catálogo da Dramaturgia Brasileira de Maria Helena Kühner (iniciativa detentora do Prêmio Shell), suas obras teatrais já ganharam montagens de importantes artistas brasileiros, como Stella Miranda (a síndica do humorístico “Toma La, Dá Cá”, de Miguel Falabella, exibido na TV Globo). No cinema, foi agraciado com o Prêmio do Edital Curta Criança do Ministério da Cultura. Em 2009, venceu o Prêmio Literatura para Todos do Ministério da Educação. É autor do romance “Velas na Tapera”, vencedor do Prêmio Dalcídio Jurandir 2008.

Sidney Nicéas é recifense, relações públicas. Iniciou sua jornada literária em 1995, quando escreveu a peça “Cinzas da Paixão”, encenada na capital pernambucana e em João Pessoa (PB). Em 2004 lançou seu primeiro livro, “O Que Importa é o Caminho”. Em 2008 lançou o Blog De2em2, no qual publica suas crônicas e contos. Em 2010 lançou seu segundo livro, “O Rei, a Sombra e a Máscara”, junto com um curta-metragem homônimo, fazendo eventos de divulgação em várias cidades brasileiras, com sucesso de critica e público. O autor está lançando, atualmente, o seu terceiro livro, chamado “A Grande Ilusão”.

Buscar pela originalidade é uma das grandes prioridades do músico, cantor e compositor Carlos Canteri. Paranaense, natural da cidade de Ponta Grossa, estudou composição musical pelo Musicians Institute, em Los Angeles. Canteri também é poeta e ator. Durante sua jornada nos Estados Unidos, conseguiu bons contatos com grandes músicos como David Ryan Harris (John Mayer Band), Alan White (Yes). Recentemente assinou contrato com a Sony ATV Brazil/Blast Publishing para lançar seu primeiro álbum chamado “Essences”, que conta com o apoio do produtor André Kostta e com a participação especial do produtor Brian Scheuble, que já trabalhou com grandes nomes como Sting, Paul McCartney, Bon Jovi e Elton John.

CONTATOS:

(91) 8822-4453 – Carlos Correia Santos

(81) 8833-8730 – Sidney Nicéas

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

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