Amazônia, Brasil, Educação

Alunos de Licenciatura em Informática e Química concorrem a bolsas de iniciação à docência

O Instituto Federal do Amapá (Ifap) abriu inscrições para seleção de candidatos a 30 bolsas de iniciação à docência destinadas a alunos dos cursos de Licenciatura em Informática e Química do próprio Instituto e quatro bolsas de Supervisão para professores da rede pública, lotados nas escolas parceiras para atuarem em atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid/Capes). A inscrição deverá ser realizada pelo candidato com o envio dos documentos exigidos digitalizados para o e-mailpibid@ifap.edu.br . O prazo termina na segunda-feira (6/8).

As bolsas terão a vigência de um ano, entre agosto deste ano a agosto de 2013. A bolsa é no valor mensal, no exercício 2012/2013, é de R$ 400 para alunos e de R$ 765 para professores.

Para seleção dos bolsistas de Licenciatura, serão usados seguintes critérios de classificação: análise do currículo, incluindo participação do acadêmico em minicurso, palestra, seminário, congresso e outras atividades acadêmicas; nota da Redação, sobre tema ligado à área para a qual o acadêmico irá pleitear a bolsa do Pibid, e Coeficiente de rendimento acadêmico/CRA (peso 3) – obtido através da média global dos componentes curriculares cursados no semestre ou ano anterior. A Redação ocorrerá na terça-feira (7/8), às 14 horas, no câmpus Macapá.

Serão selecionados supervisores para atuarem na própria escola onde estão lotados, com base nos seguintes procedimentos: ser profissional da educação com Licenciatura; ser professor efetivo, com experiência mínima de dois anos na Educação Básica; análise de Currículo Vitae; entrevista individual dos candidatos inscritos com a banca; redação sobre tema livre de interesse atual e base percentual dos procedimentos como critérios para seleção dos supervisores. A entrevista e a redação serão realizadas até o dia 10 deste mês. Os inscritos receberão por e-mail os horários e locais da entrevista.

O resultado será divulgado no dia 13 de agosto de 2012 no site institucional do Ifap:www.ifap.edu.br.
Assessoria de Comunicação
Instituto Federal do Amapá (Ifap)

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

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