Artigos, Brasil, Opinião

A ética empresarial e a evolução social

A maioria dos textos e estudos que existem em relação à ética empresarial e profissional são destinados a empresários e profissionais. Neste texto, vou partir do ponto-de-vista de quem deve exigir este tipo de ética: A SOCIEDADE.
Muitos empresários ainda pensam que o único, ou maior, objetivo de uma empresa é o lucro; e, para atingir este objetivo, parece não haver limites…
O fato é que em sociedades mais inteligentes e evoluídas a falta de ética pode acabar com uma empresa. Também é fato que a nossa sociedade ainda precisa evoluir para não mais aceitar empresas, entidades, autoridades e até mesmo pessoas que não estejam pautadas por um mínimo de ética e responsabilidade socioambiental – ou seja: que suas atividades não sejam prejudiciais a quem querer que seja; nem a pessoas e nem ao meio ambiente. Na verdade, o que se espera de pessoas éticas, principalmente empresários e autoridades, é que assumam a sua responsabilidade quanto a busca de um mundo melhor para todos. Lembrando que quanto maior é a empresa, maior é a sua responsabilidade social – e isso precisa ser cobrado pela sociedade.
Os maiores empresários sabem que a imagem de suas empresas, perante a sociedade, pode ser até mais importante do que o próprio marketing – e muitos não medem esforços para promover e demonstrar isso.
Mas falta, por parte da sociedade organizada, uma fiscalização mais efetiva em relação à ética, ou falta dela, nas empresas. Temos os órgãos de defesa do consumidor que cobram quando as empresas deixam a desejar com seus serviços; mas ainda não temos um mecanismo mais eficiente que possa medir o quanto as empresas se preocupam com os problemas, e soluções, dos quais elas mesmas fazem parte, ou são causadoras… ¿E por quê ainda não temos este tipo de mecanismo? Talvez os próprios órgãos de defesa do consumidor possam se encarregar de fazer um ranking de empresas que não só prestam serviços ruins mas também de empresas que se dedicam a fazer coisas boas em prol da sociedade em que estão inseridas.
Para que fique mais fácil de se identificar o quanto uma empresa é útil para a sociedade como um todo, e não apenas para seus clientes, podemos sugerir uma lista de regras básicas que toda a empresa deve seguir, se quiser alcançar um padrão ético mais elevado. A nossa sociedade deveria ter um código de ética empresarial que sirva para ser cobrado de todas as empresas; pois, quanto mais cobrarmos ações positivas das empresas, melhor será a nossa sociedade – se nos omitirmos, quanto a isso, não podemos esperar que apenas a ‘boa-vontade’ seja suficiente para que cada um assuma a sua responsabilidade social.
Vamos definir como empresa ética e responsável, aquela que considera a satisfação de seus clientes mais importante do que seus lucros – já que é a satisfação dos clientes que poderá garantir os seus lucros a longo prazo – e isso inclui: não iludir o cliente com propaganda enganosa; não cobrar preços ou taxas abusivas; ter uma atitude honesta com o cliente; etc.
Uma empresa ética e responsável deve considerar as conseqüências da venda de seus produtos; como: advertir que determinados produtos podem fazer mal à saúde ou prejudicar o meio ambiente; assim como buscar sempre uma forma de desenvolvimento sustentável.
Uma empresa ética e responsável deve assumir a responsabilidade sobre as conseqüências negativas que possam derivar de seus serviços ou vendas; como: criar um sistema eficiente para recolher o lixo derivado de seus produtos…
Uma empresa ética e responsável não deve enganar nem induzir seus clientes ao consumismo ou ao desperdício.
Uma empresa ética e responsável deve apoiar e patrocinar ações que possam tornar o mundo melhor.
Uma empresa ética e responsável deve assumir a sua responsabilidade de empresa social – que contribui para a melhoria da sociedade e da qualidade de vida das pessoas.
Muitos outros itens poderiam ser acrescentados nesta lista, mas ficam apenas estes como exemplos do quanto a sociedade pode cobrar das empresas, de forma direta, já que de forma indireta esta cobrança já existe…
Acredito que a criação deste tipo de mecanismo social, que possa cobrar mais responsabilidade das empresas, seria um grande avanço para a evolução da nossa sociedade.
¿Não seria ótimo se cada cidade dispusesse de um site, ou publicação mensal, com um ranking das melhores e piores empresas (com seus devidos motivos) para que o cidadão consciente pudesse escolher onde deve e onde não deve gastar o seu dinheiro?
Pois a proposta está aí. É só divulgar…
Vamos ver quais são os meios de comunicação responsáveis que vão divulgar este tipo de idéia, e quais são os irresponsáveis, ou incompetentes que vão ignorá-la. Diga-se de passagem que a qualidade de qualquer sociedade está relacionada com a qualidade das informações e idéias que são divulgadas pelos meios de comunicação – estas são as primeiras empresas que dever ser cobradas, quando se busca uma sociedade melhor.
Contem comigo para isso.
Celso Afonso Brum Sagastume
Autor dos livros:
– A busca da Felicidade através das Relações Humanas (esgotado)
– Utopia Real – “Um Outro Mundo é Possível” (esgotado)
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Para saber mais, faça uma busca na internet, ou entre em contato…

E-Mail: celsoabs@plugnet.psi.br
Fone: (0..55) 3233-3315

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

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