Ciência e Tecnologia, Mundo

Curiosity está em Marte e nas redes sociais

Saiba como seguir as aventuras do robot Curiosity na superfície de Marte através das redes sociais.

Esta madrugada foi passada em claro por muitos entusiastas da ciência (e não só). A “culpa” foi da mais recente missão da NASA ao planeta vermelho, que tinha por objetivo conseguir fazer chegar a Marte o robot Curiosity nas primeiras horas desta segunda-feira, naquela que seria a aterragem (amartagem?) mais complicada de que há memória.

Passados os “sete minutos de terror” da entrada em Marte do explorador Curiosity, seguiu-se a espera pela confirmação de que tudo correra bem. Quando esta chegou, um novo passo rumo à descoberta da história do sistema solar foi dado e o mundo respirou de alívio e celebrou.

Mas esta aventura espacial não começou esta madrugada, como é óbvio. O Curiosity estava já há largos meses a caminho de Marte e ia dando sinais de vida… nas redes sociais. A conta do Facebook desta missão, por exemplo, já conta com 120 mil fãs (e o número não pára de crescer) e é por lá que o Curiosity “comunica” com a Terra. As novidades são dadas na primeira pessoa e sempre com algum humor à mistura, para chamar a atenção dos internautas mais distraídos.

A estratégia parece ter surtido efeito, com as publicações das últimas semanas a serem sempre bastante “concorridas”, amealhando centenas de “gostos” e dezenas de comentários. Nos últimos dias, no entanto, e como seria de esperar, mais pessoas começaram a prestar atenção ao que era dito pelo “Curiosity”, acompanhando a “countdown” com milhares de gostos e centenas de mensagens de apoio.

O robot-laboratório também está no Twitter, onde já publicou mais de mil twits, também na primeira pessoa. “Antes foi um pequeno passo. Agora são seis grandes rodas”, brinca, a relembrar a célebre frase utilizada aquando da chegada do Homem à Lua. No serviço de microblogging, o Curiosity já acumula mais de 570 mil fãs.

Via Nós na rde

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

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