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Senadora desafia Andressa Mendonça a mostrar dossiê

Na primeira sessão da CPI do Cachoeira nesta terça-feira, depois de um mês de recesso, a senadora Kátia Abreu (PSD-TO) desafiou Andressa Mendonça, mulher do contraventor Carlinhos Cachoeira, a apresentar o dossiê que teria contra a parlamentar. A ameaça de Andressa foi feita depois de ser denunciada, na semana passada, por chantagem a um juiz federal e obrigada a pagar uma fiança de R$ 100 mil. Na época, segundo Kátia Abreu, a mulher do bicheiro teria afirmado possuir um dossiê contra a senadora, inclusive com fotos.

Andressa teria dito que a senadora “não saía da casa de Cachoeira e teria pedido dinheiro para a campanha”. À CPI, a senadora afirmou também que recebeu ameaças em seu gabinete, originadas de um telefone público localizado em Taguatinga, cidade a 20 quilômetros de Brasília. “É uma tentativa de me amedrontar. Não tenho medo dela e de seu comparsa”, disse a senadora, ao informar que protocolou uma interpelação contra Andressa, em Goiânia. “Carminha e Max só na TV. Não vão jogar meu nome no lixão”, completou Kátia Abreu, numa referência à novela Avenida Brasil.

Andressa deveria prestar depoimento à comissão nesta terça-feira, mas ficou em silêncio e se negou a responder qualquer pergunta. “Mentirosa e cascateira”, acusou a senadora, no momento em que Andressa Mendonça deixou calada a sala da CPI.

O outro depoente, Joaquim Gomes Thomé Neto, acusado de ser um dos responsáveis pelas escutas telefônicas que favoreceriam os negócios de Cachoeira, também ficou em silêncio. “Estamos investigando uma organização criminosa e, por isso, quanto mais o tempo passa, mais a organização se fecha. Mas não são só os depoimentos que são o centro de nossa investigação”, afirmou o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG).

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

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