Os ganhos nos papéis da estatal, contudo, seguem tendência registrada desde que a Petrobras fez uma espécie de “faxina contábil” após anunciar o primeiro prejuízo
Brasília/Rio de Janeiro – As ações da Petrobras operavam em forte alta nesta quarta-feira, repercutindo a fala do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, sobre a possibilidade de mais um aumento no preço da gasolina neste ano.
Os ganhos nos papéis da estatal, contudo, também seguiam tendência registrada desde que a Petrobras fez uma espécie de “faxina contábil” após anunciar o primeiro prejuízo em mais de 13 anos, e depois de a diretoria reafirmar que buscará novos aumentos nos derivados em busca da paridade para os preços do combustíveis, segundo analistas ouvidos pela Reuters.
Às 13h40, o papel preferencial subia 4,4 por cento, a 21,15 reais, e o ordinário tinha alta de 5,3 por cento, a 22,12 reais. Enquanto isso, o principal índice de ações da Bovespa subia 1,8 por cento.
A alta ocorria apesar de Lobão ter destacado que não há nada definido sobre o aumento.
“Existe a possibilidade, não existe a decisão”, disse o ministro a jornalistas, acrescentando que o aumento é importante para a saúde financeira da Petrobras.
A alta está sendo discutida pelo Ministério da Fazenda e pelo Ministério de Minas e Energia, segundo Lobão, para que primeiro se chegue a um número ante de se tomar a decisão.
Por outro lado, o ministro admitiu a orientação do governo de esperar um pouco para realização do aumento de forma a não haver impacto na inflação.
Segundo o ministro, o aumento que foi dado no preço da gasolina em junho, de 7,8 por cento , não chegou ao consumidor em função da redução da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), mas ele não compensa a defasagem que a Petrobras tem em relação aos preços internacionais.
Um novo aumento na gasolina agora acabaria tendo efeito na inflação, considerando que a Cide foi zerada.
A defasagem dos preços dos combustíveis foi apontada como um dos motivos, mas não o principal, para o prejuízo registrado pela estatal no segundo trimestre, o primeiro em mais de 13 anos.
“Não vislumbramos nenhum instrumento que socorra (a Petrobras), senão um aumento”, disse o ministro. “Mas a preocupação com o governo na inflação também é permanente”, completou.
Via Exame





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