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“Corruptos e corruptores devem ser presos e seus bens confiscados”, afirma Genival Cruz candidato do PSTU a prefeitura de Macapá

Após sete anos do escândalo político que balançou o governo Lula, o julgamento do mensalãono Supremo Tribunal Federal teve início neste mês de agosto. “O tão aguardado julgamento do mensalão será o coroamento de uma pizza que está assando há sete anos”, afirma Genival, candidato pelo PSTU à prefeitura de Macapá.

Segundo o candidato, as chances de existir uma verdadeira punição dos envolvidos neste escândalo são mínimas. “Oito ministros do STF foram nomeados pelo governo do PT, partido mentor da mesada que era dada aos parlamentares em troca de votos. O ministro Toffoli, por exemplo, foi advogado do PT, trabalhou na casa civil com o Dirceu e mesmo assim irá julgar o mensalão”, denuncia Genival Cruz.

O candidato adverte também que partidos como o PSDB e o DEM, que tentam se aproveitar do escândalo do mensalão para desgastar o governo do PT, não tem moral para criticar o mensalão. “PSDB e DEM agora querem aparecer como os paladinos do combate à corrupção. É ridículo. É o sujo falando do mal lavado. O mensalão foi a apropriação pelo Partido dos Trabalhadores dos mesmos métodos utilizados pelo PSDB e pelo DEM”, argumenta Genival. Segundo o candidato, a participação do publicitário Marcos Valério no esquema é emblemática para confirmar que PT, PSDB e DEM possuem hoje as mesmas práticas no poder. “Não é à toa que o publicitário tenha prestado seus serviços aos tucanos em Minas Gerais antes de oferecê-los aos petistas. O PT, ao assumir a política e o programa da direita, herdou também seus esquemas corruptos”, denuncia.

Para Genival Cruz, tanto o DEM e PSDB, envolvidos nos escândalos de Cachoeira e do mensalão mineiro, quanto o PT do mensalão devem ser punidos. “Corruptos e corruptoresdevem ser presos e seus bens confiscados. Só assim haverá um verdadeiro julgamento do mensalão e de todos os esquemas de corrupção”, afirma o candidato.

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

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