Amazônia, Brasil, Gastronomia

1º Festival Gastronômico de Peixe do Mar no Meio do Mundo será atração da Expofeira do Amapá

O 1º Festival Gastronômico de Peixe do Mar no Meio do Mundo será realizado no período de 31 de agosto a 9 de setembro no Parque de Exposições da Fazendinha, durante a 49ª Expofeira Agropecuária do Amapá. O evento é promovido pelo Governo do Amapá, por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur) e da Agência de Pesca do Amapá (Pescap), em parceria com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

O objetivo do Festival é incentivar o consumo de pescado pela população local e o turismo promovendo a divulgação e comercialização de quatro espécies de peixes como: corvina, uritinga, gurijuba e rosado, informando aos participantes a riqueza de cardume da costa amapaense, onde há uma grande concentração de pescado ainda não explorada, culminando na falta de hábito de consumo por parte da população local.

A meta é comercializar, durante a realização Expofeira, cerca de quatro toneladas de pescado e oferecer quarenta mil degustações. As delícias serão disponibilizadas por 20 dos melhores restaurantes de Macapá, a preços populares, no valor de R$ 5. Na ocasião, haverá distribuição de livros de receitas dos pratos apresentados para o incentivo do consumo das espécies e apresentação cultural, tudo para o bem-estar dos visitantes.

A secretária da Setur, Helena Colares, explicou que a atividade pesqueira no Amapá envolve 15 mil pescadores, com aproximadamente 50 mil pessoas dependendo diretamente da geração desses empregos. Considerando esses dados, torna-se prioritária a implantação das políticas de desenvolvimento do setor pesqueiro na região costeira atlântica ou oceânica amapaense, que compreende os municípios de Oiapoque, Calçoene e Amapá.

“A produção estimada de pescado em 2010 no Amapá foi de aproximadamente 21 mil toneladas. Dessa forma, o setor pesqueiro assume um importante papel socioeconômico, na ocupação de recursos humanos, gerando renda e ofertando alimentos para a população. Por outro lado, a gastronomia é fundamental para o setor turístico”, salientou Helena.

A expectativa é de que o Festival atraia um público de quatro mil pessoas por dia, entre amapaenses e turistas de outras regiões do país e até do exterior.

Cristiane Mareco/Secom

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

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