Foto: Valter Campanato/ABr

SÃO PAULO (Reuters) – O governo federal propôs a trabalhadores públicos de carreiras de gestão reajuste salarial de 15,8 por cento a ser pago até 2015, mas a proposta não agradou representantes de várias categorias que estiveram reunidas no Ministério do Planejamento, neste sábado.

Segundo informações da Agência Brasil, o reajuste proposto pelo governo é o mesmo oferecido na sexta-feira a 18 setores do serviço público federal e também apresentada a peritos e delegados da Polícia Federal.

As categorias de gestão, que incluem funcionários da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), vão analisar a proposta do governo em assembleias durante a próxima semana, devendo se reunir novamente com o governo no próximo sábado, informou a agência.

O presidente da Associação Nacional de Carreiras de Planejamento e Orçamento (Assecor), Eduardo Rodrigues, afirmou à agência que a proposta é “altamente decepcionante”, porque implica perda salarial de 23 por cento desde 2008.

“Com essa proposta, ficaremos mais três anos sem possibilidade de negociação, e ela não trata de várias questões relevantes, como a reestruturação de algumas carreiras, eliminação de distorções e atualização de benefícios”, afirmou Rodrigues à agência. A entidade representa analistas e técnicos do Ministério do Planejamento.

Nesta semana, fontes afirmaram à Reuters que o governo estima que pode conceder reajustes salariais entre 14 bilhões e 22 bilhões de reais, dependendo de quantos recursos serão consumidos pelas medidas de estímulo à economia que deverão ser anunciadas até setembro .

Segundo a agência, a categoria dos advogados da União poderá decretar greve a partir da próxima semana se considerar a proposta de reajuste do governo insatisfatória.

Reuters