A verdadeira e a falsa palavra de Deus

Celso Afonso Brum Sagastume
Autor dos livros:
– A busca da Felicidade através das Relações Humanas (esgotado)
– Utopia Real – “Um Outro Mundo é Possível” (esgotado)
– Como Realizar Sonhos e Desejos (esgotado)
– Reflexões sobre a Vida (R$ 15,00)
– Vencendo a Morte – Uma análise filosófica (R$ 20,00)
Para saber mais, faça uma busca na internet, ou entre em contato…
E-Mail: celsoabs@plugnet.psi.br

Diante da contínua, e às vezes crescente, apologia à Bíblia como sendo “a verdadeira e única palavra de Deus” – inclusive no cinema, rádio e televisão, principalmente por parte de fanáticos religiosos – me vi na obrigação de DEMONSTRAR CLARAMENTE porque A BÍBLIA NÃO É A VERDADEIRA PALAVRA DE DEUS; e demonstrar também onde podemos encontrar as verdadeiras mensagens que Deus nos deixou.

Em primeiro lugar: o Deus que criou o universo, a vida e deu inteligência aos seres humanos, tem que ser muito, mas muito mais inteligente do que o deus da Bíblia. Ele jamais revelaria sua mensagem apenas para alguns homens de um povo ‘escolhido’; ele deixaria sua mensagem no coração e na mente de cada pessoa – como realmente o fez. Deus nos deu, além de nosso instinto básico de sobrevivência, a nossa inteligência e a nossa capacidade de discernir o que é melhor do que é pior para a nossa vida. E foi essa inteligência que desvendou, e continua desvendando os mistérios da natureza e do universo – através das ciências. Mesmo assim, ao invés de observar e estudar o mundo (que Deus criou), muitos preferem ‘acreditar’ nos absurdos da Bíblia. ACREDITAR É BEM MAIS FÁCIL DO QUE PENSAR; principalmente quando fanáticos ameaçam com a fantasia do Inferno para os que não crêem no ‘Livro Sagrado’. Estes fanáticos, sim, são os verdadeiros ‘demônios’; que distorcem a realidade do mundo criado por Deus, e usam o terrorismo religioso para impor seus absurdos!
Como já disse Sócrates “OS TOLOS ACREDITAM EM QUALQUER COISA ENQUANTO QUE OS SÁBIOS DUVIDAM DE QUALQUER ‘VERDADE’ QUE AINDA NÃO ESTEJA COMPROVADA”. Não fossem os sábios – filósofos e cientistas – duvidarem dos absurdos da Bíblia, ainda viveríamos na Idade das Trevas – quando o uso de um simples remédio caseiro poderia ser pretexto para uma acusação de bruxaria, tortura e morte na fogueira. Era assim que os fanáticos religiosos tratavam quem ousasse duvidar das ‘verdades’ da Bíblia…

Em segundo lugar: as ‘revelações’ da Bíblia não estão de acordo com a natureza nem com o universo. Por mais que tentem ‘encaixar’ as explicações da Bíblia para os fatos das ciências elas estão longe de dizer a mesma coisa. Só para citar alguns exemplos: Deus não criou o mundo em 6 dias; o homem não foi feito do pó (ou barro) e nem a mulher foi feita de uma costela (isso chega a ser ridículo); as raças e línguas não se originaram de uma Torre de Babel; nunca houve nenhum Dilúvio Universal que cobrisse toda terra, nem Noé com sua arca…
É por isso que as ciências estão muito mais próximas de Deus – porque estudam a sua obra – do que a Bíblia – escrita por homens supersticiosos e ignorantes de um passado distante.
A ignorância do homem primitivo ‘inspirou’ a criação de deuses para explicar os fenômenos da natureza e amenizar suas dúvidas existenciais. E a esperteza de alguns passou a ‘vender’ ilusões sobre supostos poderes especiais concedidos pelos deuses – que permitiam: fazer milagres, curar doenças, adivinhar o futuro, etc. Quem conseguisse convencer os outros de seu ‘conhecimento’ sobre os deuses e seus ‘poderes’, era aceito como “o dono da verdade”; e isso lhe dava prestígio, respeito e até obediência. A maioria dos monarcas eram tão supersticiosos quanto o povo, e sempre tinham por perto um ‘profeta’, ‘mago’ ou ‘adivinho’, que pudesse lhes orientar…

Em terceiro lugar: muitos personagens da Bíblia nunca existiram de fato. São mitos criados pela imaginação do homem primitivo. O maior exemplo disso é de que Jesus Cristo nunca existiu – vários estudos históricos demonstram isso, mas a minha certeza só veio quando as próprias autoridades cristãs admitiram que a existência de Jesus não é uma questão de História; é uma questão de ‘fé’ – assim como as fadas, o lobisomem, saci-pererê, etc., acredita quem quer. Outros mitos da Bíblia que também nunca existiram: Abraão, Moisés, Sansão… É claro que não foi só a Bíblia que criou mitos; outras religiões também se basearam em personagens que nunca existiram de fato no curso da história; como o chinês Lao-Tsé (traduzido como: Velho Filósofo) que teria escrito o Tao-Te-King – o livro sagrado dos taoistas. Buda (o príncipe hindu: Siddhartha Gautama) com certeza existiu, mas muito do que se sabe sobre ele também não passa de lenda…

E, para completar: o deus descrito na Bíblia muitas vezes se mostra vaidoso (que exige adoração única e exclusiva), intolerante e cruel (que manda matar, apedrejar, sacrificar, destruir… ver: Números 15: 32 – 36; Êxodo 32: 27, 28; Deuteronômio 21: 20 – 21; 22: 20 – 21; Levítico 20: 13; etc.); também trata a escravidão como algo normal e aceitável (ver: Levítico 25: 39, 42, 44, 46; Deuteronômio 28: 68; I Pedro 2: 18; Tito 2: 9); e ainda é indeciso e contraditório (ora manda matar, ver: Êxodo 32: 27, ora manda não matar, ver: Êxodo 20: 13; ora prega a paz, ver: João 14: 27; ora prega a guerra, ver: Mateus 10: 34)…
Somente homens ignorantes, vaidosos e cruéis poderiam criar um deus assim.

Para finalizar vou deixar uma mensagem otimista: Deus nos deu inteligência e imaginação; por isso podemos acreditar no que quisermos. Se você se sente melhor acreditando na Bíblia, continue acreditando – não há nenhum problema nisso, desde que você consiga separar “o joio do trigo” – só não queira impor suas crenças aos outros (guarde-as para si), ou alegar que a Bíblia é a “verdadeira e única palavra de Deus” – isso soa até ridículo, para pessoas mais cultas. Para os religiosos – incluindo: padres, pastores, etc. – digo que continuem utilizando a Bíblia no que ela tem de melhor: em suas boas mensagens, em suas mensagens de otimismo. As religiões podem ser muito bem-vindas quando agregam pessoas para fazer coisas boas e divulgar boas mensagens de otimismo. Mas não cometam o erro de se arrogarem como ‘donos da verdade absoluta’; e, finalmente: parem de citar trechos da Bíblia como se fossem a mais pura verdade só porque constam no dito ‘Livro Sagrado’ – isso também é ridículo para quem tem inteligência. Para uma pessoa inteligente, uma mensagem só é boa se for útil – se puder melhorar a vida das pessoas ou do mundo em que vivemos – não só porque foi imposta pelos deuses – seja de que religião for ou em que ‘Livro Sagrado’ estiver escrita.

Obrigado pela compreensão e atenção dispensada! – Celso Afonso Brum Sagastume

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