‘Chávez quis ir para Cuba por não ter imprensa’, diz cientista político

As notícias sobre o estado de saúde de Hugo Chávez são restritas e, segundo o cientista político Sérgio Fausto, a decisão sobre o prolongamento ou não da vida do presidente venezuelano é política.

Foto extraída: Global Research
Foto extraída: Global Research

Após o anúncio da volta dos problemas de saúde do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e sua internação em Cuba após a quarta cirurgia para o tratamento de um câncer, fica a indefinição sobre o que aconterá na próxima quinta-feira (10), quando Chávez deveria tomar posse para mais um mandato de seis anos.

O professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC Giorgio Romano diz que há três possibilidades de resolução. “Chávez já foi declarado morto muitas vezes, mas a Suprema Corte já indicou que é possível ele tomar posse na embaixada da Venezuela em Havana, Cuba. Outra possibilidade é adiar a posse em alguns dias ou algumas semanas. E uma terceira opção é não tomar posse e, nesse caso, assume o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, mas já com a perspectiva de eleições, e então o candidato que já foi indicado, Nicolás Maduro, será o candidato com possibilidade muito grande de ganhar”, declara.

Não há como saber quando será decidido se Chávez tomará posse no dia 10 de janeiro ou se ele se ausentará definitivamente. O cientista político Sérgio Fausto diz que a escolha do presidente por tratar do câncer em Cuba foi por razões políticas. “Ele escolheu ir para Cuba por uma razão específica: não tem imprensa, não tem transparência alguma, então o seu tempo de vida passa a ser controlado por condicionantes políticos. E é nesses termos que a gente tem que entender o que está acontecendo na Venezuela. É basicamente uma questão de entender, dentro do chavismo, quem vai ter as rédeas do poder daqui pra frente”, ressalta.

Fonte: Globo News

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