PMM terá de pagar aumento de 8% e retroativo de novembro e dezembro para os professores

Além do lixo e de outros problemas que Macapá enfrenta, o prefeito Clécio Luís terá mais uma dor de cabeça nos próximos dias. É que, na gestão passada, os professores conseguiram um reajuste de 23% na data-base e mais 8% no salário, que deveria ter sido incorporado nos meses de novembro de dezembro, o que não ocorreu, restando para a atual gestão o pagamento dessa conta.

Mas entre o que foi prometido pelo prefeito Roberto Góes, que para não entrar em conflito com o Sindicato dos Servidores Públicos em Educação no Amapá (Sinsepeap), e a realidade há um fator chamado orçamento e capacidade de pagamento.

E, segundo o que disse em entrevista a uma emissora de rádio o secretário de Finanças de Macapá, Paulo Sérgio Mendes, pagar o reajuste será algo complicado nesse momento. De acordo com ele, a PMM deve R$ 105 milhões para os fornecedores, R$ 30 milhões para a Macapaprev, entre outras dívidas, e foi enfático ao afirmar que esses reajustes negociados não foram pagos pela gestão anterior e que os 8% ainda não foram incluídos no pagamento atrasado do mês de dezembro feito pela nova gestão da PMM.

“Nós sabemos dessa negociação de 8% com a categoria dos professores e estamos discutindo. O orçamento da prefeitura deve abrir ainda este mês de modo que a gente possa alocar os recursos para o pagamento da folha”, comentou o secretário.

Paulo Sérgio disse ainda que a prefeitura, na gestão anterior, não vinha pagando o aumento de 8%. “Estamos verificando a situação financeira da prefeitura para poder dar resposta de forma conclusiva aos professores”, declarou o secretário, deixando claro que, por enquanto, os professores ficam sem saber se receberão os salários de janeiro já com o reajuste de 8%, mais o retroativo de novembro e dezembro.

Mães de alunos da rede pública municipal de ensino já temem que o Sinsepeap comece um movimento de greve, uma vez que a situação enfrentada pelo município é semelhante ao que o Estado viveu em 2011 e 2012, quando categoria entrou em greve prejudicando o ano letivo das escolas estaduais, além de pais e alunos.

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