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Até onde quer chegar o Tribunal de Justiça do Amapá?

Jornalista, com registro profissional desde 84, assessorou ministros de Estado, governadores, deputados e senadores em 23 anos de atuação em Brasília.

Jornalista, com registro profissional desde 84, assessorou ministros de Estado, governadores, deputados e senadores em 23 anos de atuação em Brasília.

Depois da votação de hoje dos desembargadores que compõem o pleno do Tribunal de Justiça do Amapá, sobre o caso de corrupção envolvendo desvios de mais de 4 milhões de reais na compra de passagens pelos deputados estaduais Moisés Sousa e Edinho Duarte, há que se questionar: de que provas precisam os nossos juízes para que sejam capazes de realizar um julgamento dentro da lisura que todos os amapaenses gostariam de ver? O desembargador Constantino Brahuna, ao contrário da juíza Sueli Pini, ex-titular da cadeira, rejeitou a denúncia contra os deputados, sob o argumento de que não estaria devidamente comprovado o envolvimento dos acusados nos crimes de desvios de dinheiro público. Os desembargadores Gilberto Pinheiro e Agostino Silvério também votaram pelo não prosseguimento da ação.

O que leva esses homens a não enxergar os indícios de autoria e materialidade de um crime onde as provas estão embasadas em documentos de emissão fraudulenta de bilhetes aéreos e em depoimentos dos envolvidos?

Porque eles não conseguem enxergar aquilo que a população vê com total clareza. Não há dúvida de que Moisés e Edinho usaram o mandato e o poder que detinham na mesa diretora da Assembléia Legislativa para usufruir de benefícios financeiros.

A decisão dos desembargadores Brahuna, Agostino Silvério e Gilberto Pinheiro em rejeitar as denúncias contra os deputados pode beneficia-los a retornar à mesa da Assembléia, a partir de fevereiro, pois eleitos foram para um próximo mandato.

Há, contudo, um fio de esperança. Além do desembargador Raimundo Vales, que já antecipou seu voto e acompanhou o relatório da juíza Sueli Pini, há também o pedido de vistas do desembargador Luis Carlos Gomes dos Santos, suspendendo a votação. Inquieto com a decisão de Brahuna, o Ministério Público Estadual não deixou por menos: deu entrada no TJAP, ainda hoje, em um pedido de suspeição do desembargador-relator, anexando uma gravação em vídeo que mostra a relação de amizade entre Brahuna e Moisés, que vai bem além da copa e da cozinha.

Sobre Chico Terra

A la Glauber Rocha, o genial visionário do Cinema Novo que tinha uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, Chico Terra tinha há 14 anos um velho computador, uma câmera fotográfica e uma inquietação invulgar, que o ofício de músico não dava conta de sossegar. Chico, é preciso esclarecer, é observador de esquina, desses que repara imagens, muitas imagens, em fração de segundos. Tornou, por isso, o passatempo de fotógrafo – cultivado em Minas Gerais desde os anos 1970, quando ainda era operário da Fiat – em profissão. Pois não é que o Chico operário-fotógrafo-músico, decidiu virar, desculpem o palavrão, webdesigner. Desenhou e pôs no ar, em 11 de novembro de 2000, o Amapá Busca. Desde então, eremita na mesmíssima casa onde nasceu e à qual voltou após a longa temporada mineira, Chico divide atenção entre sobreviver sem o conforto de bens materiais e prestar inestimável serviço à cultura do Amapá. Pelo sítio de Chico, já passaram seguramente todos os músicos amapaenses – a quem dedica admirável amizade e intransigente defesa. Já passaram, também, por conta dessa fidelidade, manifestações indignadas contra gente que, vendo artista com vassalo, insiste em relegar a democratização da cultura ao segundo plano ou a reservar o primeiro plano a uns poucos protegidos. Amapaense da gema, Chico cria e encampa teses, reclama e elogia, exibe rico acervo fotográfico e dá voz, não raro sendo ele mesmo porta-voz, à divergência. Já deve ter sido confundido com ativista político submisso a alguma legenda, coisa que efetivamente nunca foi. Na verdade, Chico tem lado, não sabe ficar em cima do muro e opina muito, agradando a gregos e chateando a troianos. Num cantinho da casa que o seu Antonio Almeida construiu nos anos 1930, ao lado de uma janela que joga a luz da manhã no recinto, está o computador velho de guerra do múltiplo Chico. É ali que, quase sempre alta madrugada, em missão solitária, o operário-fotógrafo-músico-repórter senta para escrever, feliz, páginas de seu tempo. Vida longa, pois, Chico Terra! (Euclides Farias)

Discussão

Um comentário sobre “Até onde quer chegar o Tribunal de Justiça do Amapá?

  1. Agrande verdade disso tudo é que a grande massa dos atores que já atuaram e continuam atuando nesse teatro chamado ESTADO DO AMAPÁ, agem dessa forma, esse caso é um dos que vieram a tona, e os demais que por um interesse da grande maioria tanto da impressa quanto dos chefes maiores de estado não deixaram, ou não deixam que a sociedade tomam conhecimento? para mim isso tudo não passa de mais uma peça teatral para seduzir a POBREZA DE CONHECIMENTO de alguns que inocentemente acreditando que estão empenhado nas causas sociais, e o elegem essa cambada para continuarem perpetuando a nos engar…

    Publicado por Ivair Jeremias Damaceno | 01/24/2013, 8:10

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