Projeto “Praça Viva” leva cultura às periferias de Macapá

Esporte, cortejos artísticos, shows musicais e apresentação de vídeos e fotos tiveram espaço na programação

O sexto dia da programação do aniversário de 255 anos de Macapá foi marcado por doses de muita alegria e festa popular nas praças dos bairros jardim II, Marabaixo III e Zerão. Inúmeras atividades desportivas e culturais fizeram parte da agenda inédita que movimentou o domingo, 3, dos moradores. Com o Projeto Praça Viva, promovido pela Prefeitura de Macapá, através da Fundação Municipal de Cultura, o aniversário de Macapá chegou a bairros periféricos, envolvendo e encantando gente de todas as idades.

Cortejos artísticos, shows musicais, exibição de filmes e exposição de fotos, espaço para a criançada desenhar e pintar, artesanato, doação de livros do “Sebo Cantinho Cultural”, Marabaixo, roda de Capoeira, teatro, poesia, jogo de damas, tiro ao alvo, e tantos outros jogos, fizeram parte da programação para a comunidade, que aprovou o Projeto Praça Viva e pediu bis. A iniciativa despertou a autoestima dos moradores e chamou a atenção até de professor, que promete implantar na sua escola atividades dinâmicas, a exemplo das realizadas no Praça Viva.

É o que garante a professora Joana Célia, 60 anos, do bairro Zerão. Ela gostou de tudo, mas especialmente do Projeto Comunicação Popular, executado pela Coordenadoria de Comunicação da Prefeitura. Inserindo crianças e jovens dos bairros Nova Esperança e Novo Horizonte, o projeto teve como finalidade repassar noções básicas sobre fotografia e vídeo, criando uma rede de comunicadores da comunidade. Realizadas nos dias 26 e 27 de janeiro nos referidos bairros, as oficinas resultaram na exposição das imagens feitas pelos próprios jovens, mais de 174 fotos, e dois curtas-metragens.

“Gostei tanto do teatro, quanto das músicas, mas principalmente da popularização da comunicação. Vou tentar implantar essa exposição de fotografias na minha escola, pois é uma forma de envolver os alunos no dia-a-dia da sua própria comunidade”, falou a professora Joana Célia, ao ver o varal de fotos do projeto “Comunicação Popular”.

A coordenadora municipal de Comunicação Social, Mariléia Maciel, afirma que o projeto não encerra com o aniversário da cidade, ele será contínuo, alcançará vários bairros da cidade e com novas propostas.

Ações interssetoriais

Logo no início da tarde a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam) deu a partida nas ações, com distribuição de mudas de açaí, bacaba, cupuaçu e outras plantas frutíferas e ornamentais.

O espaço do Centro de Referência em Atendimento à Mulher (Cram) vinculado a Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (CMPPM), foi bastante visitado, e dezenas de peças, como bonecas de pano, toalhas de mesa, guardanapos, bolsas e tapetes, foram vendidas. Além disso, artesãs do Centro deram noções rápidas de pintura para interessados em aprender a técnica. E eram muitos os interessados que lotaram a barraca.

Recorde de público também foi o cantinho do projeto “Sebo Cantinho Cultural”, que distribuiu livros para a população, gratuitamente. O projeto tem o apoio do Instituto Municipal de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial (Improir).

A animação de quem esteve por lá

“Eu sempre via na Tv, mas nunca tive a oportunidade de andar em uma perna de pau como hoje. E era exatamente como eu pensava”. Assim relatou alegre, o estudante Júlio Mendes, 14 anos, morador do bairro Zerão, ao subir pela primeira vez em um brinquedo, para muitos simples, mas que para ele fez parte do seu imaginário por muito tempo, e que o Praça Viva pode realizar.

No Marabaixo III, o assistente de escritório, Jorge Paulo, 24, aproveitou para presentear a mãe dele. “Vou levar essa planta para a minha mãe porque ela gosta de colocar flores no nosso jardim”, contou, ao receber das mãos de um técnico da Semam, a doação de mudas.

Para a servente Rosângela Gomes, 40 anos, que participou da programação na Praça do Jardim Felicidade II, o aniversário deste ano vai ficar na memória. “É uma iniciativa muito boa porque abrange toda a comunidade. Sem dúvida a proposta foi inovadora e é de grande valor unir a comunidade, pois não está beneficiando apenas moradores do Centro, como também dos bairros afastados”, declarou empolgada.

Márcia Correa, coordenadora da Fundação de Cultura de Macapá, disse que o Praça Viva ultrapassou as expectativas e garante a continuidade para os próximos anos.

“Nossa! foi tudo muito lindo, emocionante e revigorante. Ver crianças felizes por terem a oportunidade de participarem de brincadeiras e jogos saudáveis, ver o pai e a mãe contentes em ver seus filhos se ocupando com lazer, ver jovens empolgados, acompanhando as apresentações, com os olhos vidrados. Tudo valeu muito a pena e é nesta gestão democrática e social que a Prefeitura está pautando suas ações. Ano que vem tem mais, e com muito mais novidades, podem apostar”, garante Márcia Corrêa.

A programação nas praças teve início às 16h. Promovida pela Fundação Municipal de Cultura (Fumcult), o projeto “Praça Viva” ainda contou com a participação das secretarias municipais de Educação (Semed); Meio Ambiente (Semam); das coordenadorias de Políticas Públicas para as Mulheres; Acessibilidade; Esporte e Lazer, de Comunicação, do Instituto Municipal de Promoção da Igualdade Racial (Improir) e do Centro de Referência em Atendimento à Mulher (Cram).

Abinoan Santiago – Asscom PMM

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