Deputada Janete insiste na memória para que ditadura não se repita

Brasília, 01/04/13 – A deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP) discursou na tribuna da Câmara dos Deputados para questionar a ausência, nos grandes jornais, de matérias que tratassem sobre a ditadura militar, instalada no Brasil há 49 anos, entre 1964 e 1985. “Nenhuma manchete, nenhuma linha para que os jovens e adolescentes pudessem conhecer sobre esse período obscuro da história do Brasil”, afirmou a socialista sobre a ditadura que, afirmou “fora imposta pela força, contra as reformas de base e o povo brasileiro”.

A deputada afirmou que “a ditadura militar foi financiada e apoiada por grandes empresários da indústria e da mídia, banqueiros, latifundiários, parte da classe média e fundamentalistas religiosos, nos levou a 20 anos de escuridão. Suprimiu a democracia, a liberdade de expressão, o conhecimento. Prendeu, agrediu, violentou e assassinou militares, jovens idealistas, mulheres, crianças”.

Em 1971, Janete Capiberibe foi presa, junto com seu companheiro de vida e de luta João Capiberibe e, alguns meses depois, forçada a deixar o país com Capi e Artionka, a filha mais velha, para 9 anos de exílio.

A deputada socialista elogiou o trabalho da Comissão Nacional da Verdade, instalada ano passado. “É imprescindível para resgatar a história do Brasil, de modo que o conhecimento e a participação cidadã nos mantenham livres de qualquer ditadura, fundamentalismo ou intolerância”. Janete integra a Comissão Parlamentar da Verdade, Memória e Justiça da Câmara dos Deputados, que colabora com a Comissão Nacional e incentiva a criação de comissões similares nos parlamentos municipais e estaduais.

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